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26 de fevereiro de 2014
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Greenbuilding

Soluções para canteiros ecologicamente corretos

Engenharia inventa soluções para reduzir os impactos ambientais causados pela construção civil já nas fases iniciais das obras

São muitos os impactos que o meio ambiente pode sofrer durante a fase de construção de um empreendimento. Na tentativa de minimizar esses impactos, as construtoras comprometidas com os conceitos de sustentabilidade, principalmente aquela empenhadas em conquistar selos de certificação nesta área, como o LEED e o ACQUA, começam a buscar soluções já na etapa de instalação do canteiro de obras e definição de métodos construtivos.

Norteada por nesses conceitos, a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), em parceria com a Brasfond Fundações Especiais S/A, trouxeram de forma pioneira para o Brasil o uso de polímeros sintéticos para estabilização do solo e da escavação na construção civil. Lançado com exclusividade no Brasil pela Brasfond, em parceria com a empresa portuguesa Ground Engineering Operations (GEO), o material biodegradável substituiu a utilização de lama bentonítica na construção do Bonnaire Business, no Morumbi, em São Paulo. Trata-se de uma torre comercial que faz parte de um complexo multiuso que inclui torre corporativa e um shopping.

A lama bentonítica, comumente utilizada em obras de engenharia civil, causa impactos negativos ao meio ambiente por ser plastificante, e provoca a impermeabilidade do solo, podendo até mudar o curso d’água e assim tornar o solo improdutivo. Já o polímero sintético possibilita uma construção “selo verde”, certificada pelo Ibama.

Entre os vários benefícios que proporciona, sua utilização reduz o sobreconsumo de concreto, evita a contaminação e a impermeabilização do solo de descarte, reduz o custo de descarte e elimina o processo de desarenação. Por suas características biodegradáveis, diminui os riscos à saúde, protege o meio ambiente e aumenta a segurança dos trabalhadores. “Aplicamos os conceitos de sustentabilidade dentro e fora do canteiro. Tecnologias como essa, que geram ganhos para clientes, acionistas e a sociedade, são sempre buscadas para os empreendimentos da companhia”, diz Paulo Aridan Mingione, diretor regional de construção da OR.

As elevadas cargas nos pilares da torre exigiram uma fundação do tipo estaca escavada, que se adapta melhor às características do solo local, e tem grande capacidade de carga por estaca. A tecnologia construtiva utilizada no Bonnaire garantiu também rapidez na execução. Com escavações de 80 cm até 160 cm de diâmetro e profundidades superiores a 30 metros (totalizando 6 mil metros executados), a obra ganhou outras vantagens, como ausência de vibração, redução da área de estocagem e limpeza.