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08 de maio de 2014
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Concreto Hoje

Saneamento recorre aos benefícios das estruturas de concreto

A solução tem sido utilizada na proteção das estações de tratamento, com resultados significativos no aumento da vida útil do projeto

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Itanhaem

A demanda por infraestrutura no mercado de saneamento urbano brasileiro tem espaço para crescimento e a cadeia de concreto pode participar disso ativamente. Vamos aos números do Instituto Trata Brasil, entidade civil de interesse público: 82,4% da população rural e urbana teriam atendimento de água potável e 48% delas seriam cobertas por uma rede de coleta de esgoto. Mas, coleta não é tratamento e, para sermos mais exatos, apenas 37,5% do esgoto gerado recebe algum tipo de tratamento. Os dados indicam, portanto, espaço para tecnologias de construção e de proteção em estações de tratamento de esgoto (ETEs) ou de água (ETAs) ou ainda de efluentes na área industrial.

Além do mercado de construção das estações de tratamento, há um segmento adicional de proteção de estruturas de concreto usadas nessas instalações. Emilio Takagi, gerente de Produto da MC-Bauchemie, multinacional alemã fabricante de químicos para construção, destaca que as tecnologias disponíveis de proteção e impermeabilização estão divididas em revestimentos minerais ou orgânicos. A diferença entre ambas, segundo o engenheiro, é simples: os primeiros são caracterizados por permitirem que o concreto respire e, portanto, estes são abertos à difusão de vapor, uma característica importante para a durabilidade do revestimento.

Nos últimos cinco anos, ele avalia que a maior inovação foi tornar também os revestimentos orgânicos abertos à difusão de vapor por meio da nanotecnologia. “Os primeiros produtos a sofrerem essa transformação foram os revestimentos epoxídicos de base aquosa”, informa. Segundo ela, a inovação continuou com os materiais poliuretânicos hidrorrepelentes de base aquosa, e mais recentemente, os revestimentos à base de poliureia híbrida, destaca Takagi.

Os dois maiores benefícios dessa mudança tecnológica foram o aumento da durabilidade e a facilidade de manutenção. As duas combinadas permitiram o aumento da chamada Vida Útil de Projeto (VUP) para um período de 20 a 30 anos. E as tecnologias não estão restritas às novas construções de estações de tratamento. Elas podem ser aplicadas às obras de recuperação. Nesse último caso, existem cuidados especiais no uso dos revestimentos porque a deterioração da superfície requer duas ações específicas. A primeira delas é uma etapa adicional de descontaminação. A segunda é o preparo de substrato mais rigoroso.