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15 de dezembro de 2017
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Tendências

Saindo do atoleiro

Estudo de Mercado da Sobratema indica crescimento de 7,9% nas vendas em 2018, contra uma queda de 15% neste ano

Uma queda de 15% nas vendas neste ano, que deve ser compensada apenas pela metade (com crescimento de cerca de 7,9%) no ano que vem.  Esta é a radiografia apresentada pelo Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para a Construção, da Sobratema, divulgado durante a 12ª Edição do evento Tendências, promovido pela Revista M&T, em 9 de novembro, no Espaço Hakka, em São Paulo.

O estudo projeta uma retomada com alta de 8% para a linha amarela e 7,3% para as demais categorias de equipamentos, e um aumento de 8% para caminhões rodoviários usados na construção.  As vendas devem totalizar 12,1 mil unidades neste ano contra 14,4 mil unidades comercializadas em 2016.  E apesar desse resultado ser praticamente pífio, ainda assim traz um pouco de alívio por confirmar a saída do atoleiro.

Como o setor de máquinas está intrinsecamente vinculado às grandes obras de infraestrutura, o Estudo aponta um cenário catastrófico de paralisação de obras em andamento e o congelamento dos investimentos previstos em diversos planos governamentais.  O declínio deve-se, sem dúvida, à estagnação do setor de construção e infraestrutura, devido à crise política e econômica.

A linha amarela, por exemplo, que representa os equipamentos de movimentação de terra,  teve uma diminuição nas vendas de 9% em 2017 em relação a 2016.  Já as carregadeiras chegaram a uma queda de 5%, enquanto a venda das minicarregadeiras caiu 9%. A venda das miniescavadeiras reduziu 32%.

A lenta recuperação que se inicia, não se reflete ainda em aumento considerável das vendas de máquinas. De acordo com Afonso Mamede, isso acontece porque os investimentos em infraestrutura são de longa maturação, e dependem de políticas governamentais. “No campo econômico, o país está conseguindo arrumar a casa. No campo político, será preciso aguardar as próximas eleições”, destacou ele. O fator positivo fica por conta das concessões realizadas, que deverão trazer um novo fôlego de investimentos para o próximo ano.

E ressaltou ainda que o mercado da construção certamente será diferente, com  a entrada de players internacionais no mercado brasileiro, a redução do papel dos grupos nacionais e a maior participação de empresas de médio porte. “O mercado da construção ficará mais pulverizado”, disse.  O vice-presidente Mauro Humberto Marques ressaltou os efeitos dos recentes leilões na área de petróleo, considerados um sucesso, e que representarão efetivamente mais investimentos nessa área que podem ser sentidos já em 2018, além de uma recuperação forte dos investimentos em mineração.