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28 de maio de 2012
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Concreto Hoje

Pré-fabricados consolidam posição no cenário da construção civil

Cresce o setor de pré-fabricados de concreto no Brasil, ancorado pela oferta de agilidade produtiva e qualidade estrutural para os canteiros de obras

Uma pesquisa realizada no ano passado com os produtores de pré-fabricados de concreto indica que o setor acompanha - de perto o crescimento da construção civil brasileira. E é também um forte aliado das obras de infraestrutura, inclusive as esportivas, suprindo os cronogramas das obras de reforma ou construção dos estádios que atenderão aos jogos da Copa do Mundo e da Copa das Confederações. Sim, o levantamento da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), publicado em seu anuário de 2011, coloca as obras de estádios de futebol como a 6ª mais importante no ranking feito por empresas fornecedoras de pré-fabricados de concreto e chancela o crescimento desse sistema construtivo nos mais variados tipos de obras no País.

De acordo com Íria Lícia Doniak, Presidente Executiva da associação, o uso de pré-fabricados em concreto na construção de arenas esportivas é um dado que deve ser levado em consideração, pois embora presente em obras emblemáticas nesse segmento, como o Estádio do Engenhão no Rio de Janeiro, a pré-fabricação ganhou destaque a partir de 2010 com o grande volume de obras para a Copa de 2014. “Acompanhando esses projetos de perto, podemos dizer que as estruturas em concreto pré-fabricado estão sendo essenciais para o atendimento do cronograma de obras de diversos estádios. A industrialização é fundamental para o crescimento e desenvolvimento sustentável da construção civil no Brasil”, diz ela.

Tendo como foco a industrialização que remete a preceitos de qualidade aferida e metodologia produtiva –, a pré-fabricação em concreto é posicionada por especialistas como o ápice da tecnologia em concreto. Isso foi o que pontuou o professor da Poli-USP e projetista de estruturas da EGT Engenharia, Fernando Stucchi, em reportagem publicada pelo mesmo anuário da Abcic. Ele explica que, em termos de tecnologia e interação com outros sistemas construtivos, principalmente aqueles usados em coberturas, o pré-fabricado de concreto entra como um aliado ao imprimir velocidade e qualidade estrutural às construções. Sendo assim, a solução tem sido usada para viabilidade não somente de estádios de futebol, mas também de galpões industriais, centros de distribuição e logística, obras de supermercados, edifícios comerciais, shopping centers, edifícios residenciais e escolares, além de obras de infraestrutura incluindo portos, aeroportos, pontes e viadutos.


Uma pesquisa realizada no ano passado com os produtores de pré-fabricados de concreto indica que o setor acompanha - de perto o crescimento da construção civil brasileira. E é também um forte aliado das obras de infraestrutura, inclusive as esportivas, suprindo os cronogramas das obras de reforma ou construção dos estádios que atenderão aos jogos da Copa do Mundo e da Copa das Confederações. Sim, o levantamento da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), publicado em seu anuário de 2011, coloca as obras de estádios de futebol como a 6ª mais importante no ranking feito por empresas fornecedoras de pré-fabricados de concreto e chancela o crescimento desse sistema construtivo nos mais variados tipos de obras no País.

De acordo com Íria Lícia Doniak, Presidente Executiva da associação, o uso de pré-fabricados em concreto na construção de arenas esportivas é um dado que deve ser levado em consideração, pois embora presente em obras emblemáticas nesse segmento, como o Estádio do Engenhão no Rio de Janeiro, a pré-fabricação ganhou destaque a partir de 2010 com o grande volume de obras para a Copa de 2014. “Acompanhando esses projetos de perto, podemos dizer que as estruturas em concreto pré-fabricado estão sendo essenciais para o atendimento do cronograma de obras de diversos estádios. A industrialização é fundamental para o crescimento e desenvolvimento sustentável da construção civil no Brasil”, diz ela.

Tendo como foco a industrialização que remete a preceitos de qualidade aferida e metodologia produtiva –, a pré-fabricação em concreto é posicionada por especialistas como o ápice da tecnologia em concreto. Isso foi o que pontuou o professor da Poli-USP e projetista de estruturas da EGT Engenharia, Fernando Stucchi, em reportagem publicada pelo mesmo anuário da Abcic. Ele explica que, em termos de tecnologia e interação com outros sistemas construtivos, principalmente aqueles usados em coberturas, o pré-fabricado de concreto entra como um aliado ao imprimir velocidade e qualidade estrutural às construções. Sendo assim, a solução tem sido usada para viabilidade não somente de estádios de futebol, mas também de galpões industriais, centros de distribuição e logística, obras de supermercados, edifícios comerciais, shopping centers, edifícios residenciais e escolares, além de obras de infraestrutura incluindo portos, aeroportos, pontes e viadutos.

Foi o que pontuou o levantamento da Associação, onde 28 produtores de pré-fabricados foram entrevistados. Eles, além de delinear os principais mercados para a tecnologia, também confirmaram o crescimento desse mercado: para 86% dos entrevistados, o faturamento verificado em 2010 foi maior do que o apontado em 2009. A média de crescimento no caso dos pré-fabricadores que informaram o incremento aferido em 2010 é de 18%, com casos de até 37% de aumento. Esses números positivos continuaram em 2011 pela estimativa dos entrevistados.

O setor em números

Quanto aos principais mercados, para 57% dos entrevistados os segmentos que puxaram o faturamento em 2010 foram mantidos em 2011, mas há novos nichos que devem aparecer com destaque e, novamente, os estádios de futebol são citados, assim como a área habitacional. Em outro questionamento, 86% das empresas pesquisadas informou atuar no segmento de construção de prédio comercial, sendo que para dois quintos desses respondentes os negócios são focados em projetos com área superior a 30 mil m² e na maior parte dos projetos (70%) a média é de 5 pavimentos por empreendimento.

Na área de galpões, as indústrias saem na frente, sendo apontadas por 21 empresas do universo de 28 entrevistadas como área de atuação. O segundo segmento mais citado é o de centros de distribuição e logística, elencado por 17 empresas, enquanto 7 dos entrevistados indicaram a área de transportadoras. No nicho de galpões, os projetos predominantes (41%) são aqueles com área entre 3 mil m² e 7 mil m².

Os edifícios residenciais são um dos mercados que poderão ser melhor explorados pelos pré-fabricadores de concreto daqui para frente, uma vez que apenas 42% deles atuam nessa vertical. Mais da metade dos entrevistados indicou que tem planos de ingressar no segmento, começando com projetos de até 5 mil m² de área. Para os que já têm projetos de prédios residenciais, a grande maioria está concentrada em obras com a metragem citada como média.

As construções de habitações populares ainda é um nicho pouco explorado, mas que também deve elevar as cifras dos pré-fabricadores nos próximos anos. Das empresas que responderam ao questionamento da pesquisa sobre esse universo, 75% não têm atuação nessa área. Dos 25% atuantes, dois terços trabalham com obras de empreendimentos voltados para a Classe Média brasileira (Classe C), construindo prédios de até 5 pavimentos. Para o futuro, todavia, 20% das empresas que não atuam pretendem entrar nesse mercado.

Para suportar o crescimento da demanda por pré-fabricados de concreto, os produtores brasileiros investiram pesado entre 2009 e 2011. O maior investimento foi na ampliação do quadro de funcionários, como pontuaram 82% dos entrevistados.

A implementação ou otimização de pontes rolantes, pórticos e formas especiais foi atividade indicada por 78,5% dos entrevistados, enquanto a ampliação do galpão da fábrica aparece em terceiro lugar, sendo citada por 71% das empresas ouvidas na pesquisa. Duas empresas destacaram a construção de uma nova fábrica nesse período e há casos de ampliação de área de estocagem em 50 mil m², mostrando que os pré-fabricadores buscam consolidar também as próprias estruturas para suportar o crescimento da construção civil brasileira.