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20 de fevereiro de 2013
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Especial Ceará - Logística

Porto de Pecém: injeção de mais de R$ 2 bilhões

Os próximos dois anos serão de movimentação intensa no porto do Pecém, com investimentos e obras que totalizam mais de R$ 2 bilhões, com recursos do Governo do Estado, Governo Federal através da Secretaria Especial de Portos e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Já em 2013 serão iniciadas as obras da segunda etapa de ampliação do porto com construção de dois novos berços, uma nova ponte de acesso e uma via sobre o quebra-mar, com investimento de R$ 568 milhões; aquisição de uma nova correia transportadora com investimento de R$ 215 milhões e um novo descarregador de granéis com valor de R$ 80 milhões. Também será implantado um Terminal Intermodal de Cargas com detalhamento de investimento a ser definido através de Parceria Pública Privada (PPP).

Em 2014, serão iniciadas as obras da terceira etapa de ampliação com construção de oito novos berços e um novo quebra-mar, com investimentos em torno de R$ 1,2 bilhão. Além disso, serão realizadas diversas obras de adequação e modernização portuária totalizando R$ 105 milhões.

O Porto de Pecém fechou o ano de 2012 com uma movimentação total de 4,1 milhões de toneladas, o que representou um crescimento de 22%, comparando com o mesmo período do ano anterior, já que em 2011 passaram por Pecém 3,41 milhões. O destaque ficou por conta das importações, que atingiram 37% de aumento, representando 80% do total movimentado no ano. Ao longo do período operaram no porto cearense 421 navios, o que representa uma média mensal de 35 embarcações, computando-se no transporte de cabotagem e de longo curso. Os dados são da Secex.

As importações contribuíram com 3,32 milhões t movimentados, enquanto as exportações registraram a movimentação de 833 mil t. O item frutas registrou o maior índice de exportação, com 214 mil t, seguindo o minério de ferro (172 mil t), sal (51 mil t), alumínio (43 mil t), farinha de trigo (32 mil t), água de coco (25 mil t), carnes (22 mil t) e calçados com 13 mil t. A liderança nas importações ficou com os combustíveis minerais, com 521 mil t de gás natural e mais 517 mil t de carvão mineral, tendo sido transportado no período mais de um milhão de t. A segunda colocação ficou com cimento não pulverizado (clinker) com 650 mil t, seguido dos produtos siderúrgicos com 744 mit t, plásticos e suas obras com 102 mil t e escórias de altos fornos com 100 mil toneladas.