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04 de outubro de 2013
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GreenbuildingBrasil / O "boom" da construção verde no Brasil

Para Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY, a busca pela certificação LEED está presente cada vez mais em segmentos, como escolas, hospitais, estádios de futebol, edificações comerciais e industriais, agências bancárias e museus. Até fundos imobiliários têm incluído a certificação LEED como exigência para receber investimentos.

Esse crescimento é impulsionado por uma combinação harmônica entre políticas públicas e regulamentações oficiais que priorizam eficiência energética e design ecológico, e ações voluntárias, por parte da iniciativa privada, empenhada na expansão de programas de certificação para edifícios e na redução de custos dos materiais.

O empenho da iniciativa privada não se explica apenas pelo idealismo e pela consciência ecológica. O que se observa, por trás desses fatores, é um interesse visível do mercado consumidor por este tipo de edifício, de olho nas vantagens que os empreendimentos asseguram. Essas vantagens vão desde a economia de energia e corte de custos operacionais até a valorização do imóvel na hora da revenda. A certificação LEED agrega valor e desperta interesse dos investidores, ampliando a atratividade para a mercado imobiliário corporativo – principalmente por reduzir riscos operacionais. “Quando os projetos certificados começaram a ser comprados, as construtoras viam esse tipo de investimento como custo adicional. Hoje já entendem que o investimento feito em curto prazo pode até ser mais alto, mas ele é recuperado na velocidade de venda das unidades, além de reduzir em até 10% os gastos em um condomínio, em razão de projetos de eficiência energética e reuso de água.” conclui Luiz Iamamoto.

Além do selo LEED, presente em 143 países, o Brasil conta também com o sistema Aqua de origem francesa e adaptado pela Fundação Vanzolini, ligada à Universidade de São Paulo (USP). Este sistema certificou os primeiros sete empreendimentos em 2009 e atualmente esse número chega a 107 projetos.

Para receber o selo deve-se atender critérios dentro de sete categorias: eficiência energética; uso racional de água; materiais e recursos; qualidade ambiental interna; espaço sustentável; inovações e tecnologias e créditos regionais.

A sustentabilidade entra em campo

Os grandes eventos esportivos sediados no Brasil, como Copa das Confederações, Copa 2014 e Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, deram impulso à adoção do conceito greenbuilding, por parte das construtoras, fora do universo da construção imobiliária, estendendo-o às obras de infraestrutura e das arenas que abrigarão as competições. De acordo com o GBC Brasil, os 12 estádios que abrigarão os jogos do Mundial de 2014, além das arenas do Palmeiras, em São Paulo, e do Grêmio, em Porto Alegre, estão sendo entregues com o selo LEED. O Parque Olímpico no Rio de Janeiro e a revitalização da zona portuária, batizada de Porto Maravilha, também são exemplos de projetos que estão sendo construídos com base nos preceitos da sustentabilidade e que serão certificados.