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04 de outubro de 2013
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GreenbuildingBrasil

O "boom" da construção verde no Brasil

Quarto mercado mundial em construção sustentável, o Brasil conta com ampla linha de fornecedores de produtos e serviços e tecnologia de ponta, para redução dos impactos ambientais, uso inteligente de recursos naturais e eficiência energética

Em todo o mundo, o mercado de construção verde parece passar ileso pela crise que afeta até mesmo países com economias mais sólidas. A demanda por edifícios sustentáveis continua em alta e cresce o interesse por produtos que também contenham credenciais “ecofriendly”. Essa tendência se verifica também aqui no Brasil, onde se experimenta um verdadeiro “boom” na área das construções sustentáveis. Por todos os lados se multiplicam as construções de prédios comerciais, industriais, corporativos e residenciais, além de arenas esportivas e obras de infraestrutura, utilizando tecnologias e métodos construtivos que permitem um uso mais inteligente de recursos naturais e eficiência energética e, ao mesmo tempo, a redução dos impactos ambientais durante a construção.

De acordo com um relatório publicado pela consultoria Navigant Research, o mercado mundial de materiais de construção ecológicos deve crescer dos atuais US$ 116 bilhões para mais de US$ 254 bilhões em 2020, um aumento de quase 120%. E o Brasil ocupa posição de destaque neste cenário. Atualmente, o País está entre os quatro líderes mundiais em construções sustentáveis, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes.

Segundo estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young) a pedido da Green Building Council (GBC) – organização norte-americana responsável por disseminar práticas de construção verde – o valor das construções com projetos registrados para receber a certificação de obra sustentável, os chamados prédios “verdes”, alcançou, em 2012, 8,3% do total do PIB de edificações – subdivisão do PIB da construção civil que exclui obras de infraestrutura. Em 2010, os prédios “verdes” não ultrapassavam 3% do PIB setorial. O valor total dos imóveis que reivindicam o selo sustentável atingiu R$ 13,6 bilhões no ano passado, em comparação com um PIB de edificações de R$ 163 bilhões no mesmo período.

Mas não basta apenas parecer sustentável. Tem que provar que é. Isso explica a crescente busca, dos diferentes tipos de edificações, por certificações de sustentabilidade, como o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pela GBC. Apenas nos seis primeiros meses deste ano, cinco novos empreendimentos brasileiros receberam o selo LEED e outros 15 entraram com pedido de certificação. Os números levam o País à marca dos 88 empreendimentos certificados, representando um total de 2.089.195,20 m2, e mais de 680 pleiteando o selo. E a expectativa é que até o final de 2013 serão 900 empreendimentos candidatos ao selo e 120 certificados.