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18 de setembro de 2016
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Shopping

Nova face após a crise

Áreas compactas, maior mix de lojas e crescimento do interior: as estratégias para crescer em mar turbulento

Até dezembro deste ano serão abertos 30 novos shoppings pelo Brasil, sendo que ano passado foram apenas 18. "Mas nos próximos anos esses números devem cair bastante", diz. Dos anunciados para 2016, pelo menos 23 devem ser lançados em cidades do interior do País. Os malls que serão abertos este ano foram projetados há três ou quatro anos, quando a crise econômica ainda não dava sinais da gravidade atual, além do fato de que alguns espaços tiveram suas aberturas adiadas.  Por isso haverá quantidade menor de novos shoppings nos próximos anos, e áreas já projetadas em um momento de economia desaquecida.

Seguindo essa tendência de mercado, alguns projetos anunciados já se mostram mais compactos e optam pela diversificação do mix das âncoras, com mais lojas ocupando o que antes era destinado às megastores. Essas lojas âncoras continuam sendo muito importantes para o empreendimento em si, pois atraem um fluxo maior de consumidores. No entanto, não são tão vantajosas do ponto de vista de vendas ou de colaboração com aluguéis e outros custos neste momento de crise econômica, segundo informou a superintendente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Adriana Colloca.

Essa compactação dos shoppings também reflete o encarecimento dos terrenos nas principais metrópoles do país, sobretudo nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que viveu uma inflação de preços do terreno por conta dos Jogos Olímpicos.

Sobrevivendo à crise

Apesar da retração do mercado, a indústria de shopping centers continua em reta ascendente. É o que mostra o Censo Abrasce 2015-2016. Maior radiografia do setor, o levantamento realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), em parceria com a GEU (Grupo de Estudos Urbanos), traz importantes informações sobre o cenário de malls no país, englobando aspectos como faturamento, frequência, localização e estrutura. Para esta edição, foram convidados 538 empreendimentos em operação no Brasil.

O Sudeste continua liderando o setor, com o maior faturamento do setor: R$ 87 bilhões. O segundo melhor desempenho foi o da região Nordeste, com R$ 25,8 bilhões, seguida pelo Sul (R$ 18,17 bilhões), Centro-Oeste (R$ 13,5 bilhões) e Norte (R$ 6,9 bilhões). O Nordeste reforçou seu potencial este ano, superando mais uma vez o Sul em área bruta locável (ABL) e faturamento e apresentando shoppings com maior tamanho médio de ABL: 31.656 m², seguido pelas regiões Norte (29.089 m² de ABL) e Sudeste (28.168 m² de ABL). A região foi também a que apresentou maior faturamento anual médio por shopping: R$ 322,6 milhões, seguida pelo Sudeste (R$ 298 milhões) e Centro-Oeste (R$ 270,8 milhões).