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11 de setembro de 2014
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Planejamento & Gestão

Lean Construction na Arena da Amazônia

Complexidade do projeto arquitetônico, cronograma apertado e mudanças no escopo do projeto foram os grandes desafios da construção da Arena da Amazonia

A Arena da Amazônia, situada em Manaus, é reconhecida como um dos mais importantes empreendimentos da história recente da construção e engenharia no Brasil, tanto pela sua beleza, quanto pelos desafios que sua construção representou. Todos os envolvidos no empreendimento concordam que, para garantir os custos previstos, a qualidade do empreendimento, a segurança dos colaboradores, a redução de impactos ambientais e, principalmente, o cumprimento do prazo, a adoção dos conceitos lean foi fundamental.

Para receber os jogos da Copa 2014, Manaus teria que erguer um estádio com capacidade para 44.500 espectadores, a partir de um arrojado projeto de engenharia onde se destacam os muitos elementos pré-moldados e a complexa estrutura metálica de fachada, e a cobertura revestida em membrana. O principal complicador era a sua localização, em plena floresta amazônica, acessível apenas por via fluvial e aérea. Além disso, Manaus apresenta condições climáticas que reduzem consideravelmente a produtividade em relação aos índices de referência do restante do País. Isto se dá devido às elevadas temperaturas (entre 24° e 37°), umidade relativa do ar entre 76% e 89% e pluviosidade de 2300 mm/ano da região.

Por serem as precipitações atmosféricas intensas e praticamente diárias, várias foram as interrupções dos serviços durante as obras, com perda de tempo na retomada do trabalho e reflexo negativo na produtividade geral.

Outro fator agravante na execução da obra foi a baixa qualificação da mão-de-obra local e o alto turnover (relação entre admissões e demissões), da ordem de 11,4%.

Além das naturais dificuldades de logística e tempo, várias foram as alterações de escopo do projeto impostas pela FIFA depois de contratada a obra, acarretando forte impacto no custo do empreendimento. Mesmo com aumento de serviço e custo, a construtora permaneceu firme no propósito de atender ao prazo improrrogável.

Para a construção da Arena da Amazônia, a partir de um projeto básico que incluía a demolição do estádio existente, a Andrade Gutierrez apresentou proposta de R$ 500 milhões. O projeto executivo do estádio foi contratado junto ao escritório alemão GMP (Architekten Von Gerkan, Marg und Partner), prevendo a edificação de uma moderna arena multiuso, que seja frequentado pela população durante toda a semana, e não apenas durante eventos esportivos e culturais. O escopo do contrato previa um prazo de execução de 36 meses, com conclusão em junho de 2013.