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27 de julho de 2014
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Concreto Hoje

Gigante chinesa aposta em tecnologia para produção e movimentação de concreto

Zoomlion acelera, em Indaiatuba (SP), a produção de autobetoneiras com balões de 8, 9 e 10 m³, primeiros modelos efetivamente fabricados no Brasil, com índice de nacionalização acima de 69%

A Zoomlion tem algumas divisões de equipamentos pesados. Guindastes é uma delas e a linha amarela para construção é outra. A produção de equipamentos para concreto também é uma, e essa foi fortalecida nos últimos anos com a aquisição da italiana Cifa. Recentemente, em abril, fabricante chinesa também incorporou a M-Tec, uma empresa de equipamentos para argamassa que pertencia à Saint-Gobain. No Brasil, os equipamentos da divisão de concreto eram comercializados e distribuídos pela Brasil Máquinas (BMC), com quem a parceria foi rompida no ano passado. Desde então a Zoomlion tem se estruturado para atender o mercado diretamente, e a primeira aposta foi a contratação de um CEO com 30 anos de bagagem no setor nacional de concreto.

Marcelo Antonelli – que também estava na BMC, mas que tem a maior parte do currículo em concreteiras – agora comemora o início da fabricação e montagem próprias da Zoomlion em um galpão no Distrito Industrial de Indaiatuba, interior de São Paulo. “Começamos a produção efetivamente em março. Nesta área temos estoque de peças generoso, além da fabricação com índice de componentes nacionais acima de 60% e montagem de outros modelos de equipamentos em regime de SKD e CKD”, diz ele.

As autobetoneiras com balões de 8, 9 e 10 m³ são os primeiros modelos efetivamente fabricados pela empresa no país e, segundo Antonelli, devem ser comercializadas com financiamento via Finame, do (BNDES), a partir do segundo semestre. “Estamos, neste momento (início de junho), trabalhando na fabricação de 40 unidades com balão de 8 m³, todas já encomendadas”, diz ele. “Mas a projeção é produzir 210 equipamentos neste ano, incluindo betoneiras e outros equipamentos montados por SKD ou CKD”, revela. As auto-bombas de concreto também devem ser nacionalizadas no segundo semestre e os primeiros modelos serão de 58, 68 e 90 m³ de capacidade horária.

Segundo Antonelli, a unidade de fabricação e montagem em Indaiatuba tem capacidade para produzir até 1200 equipamentos ao ano, volume que ele espera alcançar já em 2015. Para isso, ele aposta na capacidade das suas equipes de vendas e fabricação, mas também espera evoluções do mercado com mais investimentos em infraestrutura e também com a resolução de vieses tributários que prejudicam o setor. “É o caso dos limites de tráfego impostos pela Lei da Balança. Isso prejudica a produtividade de auto-betoneiras e bombas-lança”, adianta.