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23 de novembro de 2013
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Artigo

Fazer em BIM custa mais caro?

O tema BIM entrou na moda. Todos querem fazer BIM, clientes pedem BIM, mas, infelizmente, BIM não é um produto, uma tecnologia, uma caixinha que se compra e que se passa a usar de um dia para o outro. O mercado de engenharia consultiva, que passou anos sem investir em tecnologia, sem se preocupar com seu processo, enxerga esta vontade de usar BIM e sua consequente dificuldade como uma analogia perfeita a uma criança, que está ainda engatinhando e quer sair correndo.

O conceito de BIM mais importante não é o tecnológico, mas é o que está vinculado ao processo, e aí está a maior dificuldade que as empresas estão enfrentando. Para dar certo e não se desperdiçar dinheiro, os diretores deveriam entender o BIM, criar uma estratégia de produção e de produto com base no que ele pode oferecer, discutir como serão os contratos, acompanhar os primeiros projetos bem de perto para corrigir e entender as “sombras” que a tecnologia acaba iluminando.

No atual processo de produção, sequencial, linear, bidimensional e não integrado, os problemas e as incompatibilidades, acabam sendo resolvidos em fases mais adiantadas do projeto ou, até mesmo, durante a obra. Estamos acostumados com isto. Fazemos isto desde sempre, é o “natural”. Nossos contratos, nossa relação comercial, o mercado, tudo funciona dentro desta lógica. É fácil de entender que essas características acarretam aumento de custo ao empreendimento, pois projetos e obras precisam ser refeitos, sem contar os atrasos.

A tecnologia de modelagem em BIM permite processo de produção integrado, tridimensional e simultâneo, com recursos que apoiam a detecção de muitos dos problemas e incompatibilidades, com ferramentas de simulação e outras tecnologias que praticamente emulam de maneira virtual o edifício que será erguido. Além das disciplinas técnicas, que vão determinar como será o empreendimento, entram todas as questões relativas ao processo construtivo, planejamento, custo e logística com cada item, agregando mais complexidade ao modelo e à sua construção.

Comprar uma ferramenta de projeto com capacidade de BIM e continuar com o processo de produção sequencial, linear, bidimensional e não integrado é desperdiçar dinheiro. Achar que a compra de software e cursos padrões vão colocar a empresa no patamar de BIM é ilusão. Ter um projeto feito em 3D para mostrar como vitrine dizendo que faz BIM é propaganda enganosa.

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O tema BIM entrou na moda. Todos querem fazer BIM, clientes pedem BIM, mas, infelizmente, BIM não é um produto, uma tecnologia, uma caixinha que se compra e que se passa a usar de um dia para o outro. O mercado de engenharia consultiva, que passou anos sem investir em tecnologia, sem se preocupar com seu processo, enxerga esta vontade de usar BIM e sua consequente dificuldade como uma analogia perfeita a uma criança, que está ainda engatinhando e quer sair correndo.

O conceito de BIM mais importante não é o tecnológico, mas é o que está vinculado ao processo, e aí está a maior dificuldade que as empresas estão enfrentando. Para dar certo e não se desperdiçar dinheiro, os diretores deveriam entender o BIM, criar uma estratégia de produção e de produto com base no que ele pode oferecer, discutir como serão os contratos, acompanhar os primeiros projetos bem de perto para corrigir e entender as “sombras” que a tecnologia acaba iluminando.

No atual processo de produção, sequencial, linear, bidimensional e não integrado, os problemas e as incompatibilidades, acabam sendo resolvidos em fases mais adiantadas do projeto ou, até mesmo, durante a obra. Estamos acostumados com isto. Fazemos isto desde sempre, é o “natural”. Nossos contratos, nossa relação comercial, o mercado, tudo funciona dentro desta lógica. É fácil de entender que essas características acarretam aumento de custo ao empreendimento, pois projetos e obras precisam ser refeitos, sem contar os atrasos.

A tecnologia de modelagem em BIM permite processo de produção integrado, tridimensional e simultâneo, com recursos que apoiam a detecção de muitos dos problemas e incompatibilidades, com ferramentas de simulação e outras tecnologias que praticamente emulam de maneira virtual o edifício que será erguido. Além das disciplinas técnicas, que vão determinar como será o empreendimento, entram todas as questões relativas ao processo construtivo, planejamento, custo e logística com cada item, agregando mais complexidade ao modelo e à sua construção.

Comprar uma ferramenta de projeto com capacidade de BIM e continuar com o processo de produção sequencial, linear, bidimensional e não integrado é desperdiçar dinheiro. Achar que a compra de software e cursos padrões vão colocar a empresa no patamar de BIM é ilusão. Ter um projeto feito em 3D para mostrar como vitrine dizendo que faz BIM é propaganda enganosa.

Conversando com diretores de empresas de engenharia consultiva há uma pergunta recorrente: fazer em BIM custa mais caro? Normalmente, esta pergunta vem porque há o entendimento que o BIM se resume em comprar um software, talvez umas máquinas e treinar a equipe. Sabem que vão precisar comprar, não sabem bem o porquê, o que querem saber são argumentos para repassar custos ou garantir que não haverá aumento.

Este texto tem o objetivo de esclarecer que o BIM é uma oportunidade para empreender. Em todo empreendimento há custos, mas o valor agregado da engenharia consultiva vai aumentar exponencialmente dentro da cadeia produtiva. Acredito que o empresário que entender isso vai largar na frente e as grandes empresas de engenharia consultiva do século XXI começarão a ser forjadas com base nesta nova tecnologia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(*) Marcus Granadeiro é presidente da Construtivo.com, empresa de fornecimento de solução para gestão e processos de ponta a ponta para o mercado de engenharia, com oferta 100% na nuvem e na modalidade de serviço (SaaS)