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23 de novembro de 2013
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Seguros

E agora? Será que o seguro cobre?

Grande volume de obras de infraestrutura e construção imobiliária aquece o mercado de seguros, aumentando as oportunidades de negócios e promovendo a oferta de produtos e serviços mais sofisticados

Nos últimos anos, o Brasil vem atravessando um período de forte aquecimento da cadeia da construção, impulsionado pelo grande volume de recursos aplicados em infraestrutura – após longos anos de investimentos postergados e pela grande demanda por obras necessárias para sediar os megaeventos esportivos mundiais, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Associados a esses fatores, a queda dos juros, o cenário de inflação controlada, o aumento da oferta de empregos e uma economia estável têm favorecido o crescimento da construção imobiliária, seja para atender às demandas da nova classe média emergente, seja para diminuir o déficit habitacional com a oferta de habitações para a população de baixa renda.

O mercado segurador tem sabido pegar carona neste boom, com resultados visíveis, tanto no que se refere ao Seguro Habitacional, quanto no que diz respeito à carteira de Riscos de Engenharia, os mais procurados pela cadeia da construção. A cada dia, novos produtos e serviços são apresentados a um mercado mais sofisticado e exigente.

De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) – órgão do Ministério da Fazenda responsável pela regulamentação e fiscalização do setor de seguros –, em 2012, o Seguro Habitacional registrou um crescimento da ordem de 30,5%, em relação ao ano anterior. O percentual foi bem favorável, quando comparado ao crescimento de 23,3%, registrado em 2011 sobre 2010. A Susep tem a expectativa de que o Seguro Habitacional aumente sua participação atual, de 3,3%, no mercado segurador do ramo “não vida” (exceto saúde). A expectativa se apoia na efervescência do mercado imobiliário, decorrente, em grande parte, da disponibilidade de financiamento. O desenvolvimento desse setor depende principalmente de crédito, que durante décadas foi escasso e insuficiente.

Já a carteira de Risco de Engenharia, segundo a Susep, movimentou R$ 458,3 milhões, em 2010, e R$ 877,8 milhões em prêmios, em 2011, apresentando um crescimento de 48%. Essa elevação é mais de duas vezes maior do que o crescimento do mercado de seguros no mesmo período. Esse seguro garante proteção contra perigos que afetam todo tipo de obra da construção pesada e de infraestrutura.

Atualmente, o Brasil é o 13o país do mundo em consumo de seguros.  Aqui existem, classificados oficialmente, 89 ramos de seguros que apresentam grande variedade de detalhamento. Por exemplo, o seguro de responsabilidade civil tem oito ramos diferentes, os seguros ligados à agricultura contam com 13 ramos distintos.