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Trabalhadores de Belo Monte não retornaram ao trabalho

Liminar decretou a greve ilegal, mas operários não voltaram aos canteiros de obras; consórcio diz que forneceu ônibus para transporte

O Estado de S.Paulo

02/05/2012 11h10 | Atualizada em 02/05/2012 14h26


As obras nos canteiros da Usina de Belo Monte na Volta Grande do Xingu em Altamira do Pará continuam paralisadas nesta quarta-feira. Os trabalhadores estão em greve desde o dia 23.

A greve foi decretada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região no dia 25. No dia 27, a liminar foi suspensa temporariamente a pedido do Consórcio Construtor Belo Monte na Ação Cautelar 0000230-78/2012 até esta terça-feira, 1º de maio.

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) informou, através da assessoria, que hoje colocou toda a infraestrutura para a retomada dos serviços inclusive os ônibus que transportam os trabalhadores, mas eles não voltaram. "Eles seguiram fazendo a barricada contrariando a decisão do interdito proib

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As obras nos canteiros da Usina de Belo Monte na Volta Grande do Xingu em Altamira do Pará continuam paralisadas nesta quarta-feira. Os trabalhadores estão em greve desde o dia 23.

A greve foi decretada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região no dia 25. No dia 27, a liminar foi suspensa temporariamente a pedido do Consórcio Construtor Belo Monte na Ação Cautelar 0000230-78/2012 até esta terça-feira, 1º de maio.

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) informou, através da assessoria, que hoje colocou toda a infraestrutura para a retomada dos serviços inclusive os ônibus que transportam os trabalhadores, mas eles não voltaram. "Eles seguiram fazendo a barricada contrariando a decisão do interdito proibitório que proibiu o fechamento do Travessão no Km 27 da Transamazônica",disse a assessoria.

Já o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará (Sintrapav/PA) disse que os trabalhadores não foram trabalhar porque "a empresa não disponibilizou ônibus". O vice-presidente da entidade, Roginel Gobbo, afirmou que a empresa colocou apenas os ônibus dos serviços essenciais. Ele nega que tenham feito barricada no Travessão. "Fomos lá para observar", disse.

Gobbo acredita que a direção do CCBM teria aceitado seu pedido de conceder a quarta-feira de folga considerando que nos próximos dois dias (quinta e sexta-feira) os trabalhadores estarão de folga por conta do recebimento do salário.

Os trabalhadores do CCBM entraram em greve reivindicando reajuste da cesta básica de R$ 95 para R$ 300, e a redução do período de seis para três meses para visita a família. A Justiça do Trabalho considerou a greve ilegal, porque o acordo coletivo firmado ano passado ainda está em vigor e não está sendo descumprido.

 

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