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Roubo de carga recua 16,7%, mas prejuízo ainda encosta em R$ 1 bilhão

Mesmo com menos ocorrências, perdas continuam elevadas e expõem falhas que começam antes de o caminhão deixar a transportadora

Assessoria de Imprensa

27/10/2026 14h42


O Brasil registrou 8.570 roubos de carga em 2025, uma redução de 16,7% em relação ao ano anterior.

A queda das ocorrências, porém, não eliminou o impacto econômico do crime: o prejuízo direto foi estimado em R$ 900 milhões e pode ter ultrapassado R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos sobre seguros, operações e preços dos produtos.

Os dados fazem parte do Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, elaborado pela NTC&Logística.

O levantamento mostra que a redução do número de crimes não foi acompanhada por uma queda equivalente das perdas suportadas pelas

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O Brasil registrou 8.570 roubos de carga em 2025, uma redução de 16,7% em relação ao ano anterior.

A queda das ocorrências, porém, não eliminou o impacto econômico do crime: o prejuízo direto foi estimado em R$ 900 milhões e pode ter ultrapassado R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos sobre seguros, operações e preços dos produtos.

Os dados fazem parte do Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, elaborado pela NTC&Logística.

O levantamento mostra que a redução do número de crimes não foi acompanhada por uma queda equivalente das perdas suportadas pelas empresas.

Além do valor da mercadoria, entram nessa conta a interrupção das viagens, o remanejamento da frota, os atrasos nas entregas, a contratação de escoltas, a revisão de rotas e os investimentos adicionais em segurança.

O impacto ocorre em um setor responsável por aproximadamente 65% da carga movimentada no Brasil.

Ao final de 2025, cerca de 2,8 milhões de veículos estavam vinculados a transportadores cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas, o RNTRC, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres.

“O roubo não termina com a perda da mercadoria. Ele interfere no custo do seguro, na disponibilidade dos veículos, nos prazos de entrega e na relação da transportadora com seus clientes”, afirma Segundo Cruz, CEO da S Corretora de Seguros.

“A prevenção deixou de ser apenas um tema de segurança e passou a fazer parte das decisões econômicas da empresa”, completa.

Informações – A abordagem do caminhão durante o trajeto é a face mais conhecida do roubo de cargas.

Parte da vulnerabilidade, no entanto, pode surgir antes da viagem, durante o planejamento e a liberação do embarque.

Rastreadores e centrais de monitoramento permitem identificar desvios de rota, paradas não programadas, perda de sinal e outras situações fora do padrão.

Essas ferramentas, entretanto, dependem de informações corretas sobre a carga e a viagem.

“O erro mais perigoso nem sempre é a falta de tecnologia. A empresa pode ter seguro, rastreamento e plano de gerenciamento de risco, mas continuar exposta se a informação não chegar a quem recebe a carga, libera o veículo e acompanha a viagem”, diz Vinicius M. Seraco, diretor de Gestão de Risco da Solist.

“Uma carga de alto valor pode exigir uma operação completamente diferente, e essa verificação precisa acontecer antes da saída”, ressalta.

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