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RJ: Além de alto padrão, construtoras miram baixa renda em Macaé

Construtoras seguem tendência nacional e lançam imóvel econômico, para trabalhadores da base da cadeia de petróleo e do varejo

IG

21/06/2010 13h59 | Atualizada em 21/06/2010 18h36


Apesar do grande potencial de negócios para imóveis de alto padrão, as construtoras que atuam nos municípios da bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, também estão atentas à demanda da população de média e baixa renda. Lançamentos enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida ganham força nas cidades de Macaé, Rio das Ostras e Campos dos Goytacazes, de olho nos trabalhadores da base da cadeia de petróleo e do varejo da região.

Mais do que no restante do País, as condições facilitadas para a aquisição de imóveis para a população de baixa renda são uma oportunidade para sair do aluguel em Macaé. A cidade tem menos de 200 mil habi

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Apesar do grande potencial de negócios para imóveis de alto padrão, as construtoras que atuam nos municípios da bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, também estão atentas à demanda da população de média e baixa renda. Lançamentos enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida ganham força nas cidades de Macaé, Rio das Ostras e Campos dos Goytacazes, de olho nos trabalhadores da base da cadeia de petróleo e do varejo da região.

Mais do que no restante do País, as condições facilitadas para a aquisição de imóveis para a população de baixa renda são uma oportunidade para sair do aluguel em Macaé. A cidade tem menos de 200 mil habitantes, mas possui um mercado imobiliário aquecido pela corrente migratória em direção a região. Tratam-se de funcionários da Petrobras e das suas prestadoras de serviço que se mudam para trabalhar na exploração de petróleo na bacia de Campos.

“A maioria desses novos moradores começa no aluguel porque não pretende fixar residência na cidade ou prefere procurar um imóvel próprio com calma”, afirma Rodrigo Vianna, representante do Secovi (sindicato da habitação) em Macaé e dono de uma imobiliária local. Esta migração gera preços crescentes nos contratos de aluguel e favorece a aquisição de imóveis do segmento econômico, que, muitas vezes, oferecem prestações menores do que o valor da locação.

“As áreas periféricas vão crescer muito mais que as nobres. De cada dez pessoas que chegam para trabalhar na cidade, oito se enquadram no Minha Casa, Minha Vida”, afirma Vianna. Nestes municípios, imóveis de até R$ 80 mil podem participar do programa.

Uma das líderes na oferta de imóveis no segmento econômico no país, a MRV iniciou suas operações na região há menos de um ano e soma dois lançamentos, um em Macaé e outro em Rio das Ostras, cidade vizinha. A construtora comprou terrenos em Macaé, Rio das Ostras e Campos e deve ofertar cerca de 3.000 unidades na região até o ano que vem, segundo o diretor comercial da MRV, Rodrigo Colares.

“Hoje, a região possui uma oferta grande de imóveis de alto padrão, mas há carência de opções econômicas”, afirma Colares. Segundo ele, o perfil de clientes da MRV na região é de famílias com renda de três a seis salários mínimos, interessadas em sair do aluguel e comprar o primeiro imóvel.

É o caso da vendedora das Casas Bahia Cristiane Sepulvida, que comprou um apartamento da MRV na cidade por R$ 130 mil. Natural de Campos do Goytacazes, Cristiane mudou-se para Macaé há cerca de dois anos para acompanhar o marido, funcionário de uma prestadora de serviço da Petrobras. O casal, que não recebeu subsídios do Minha Casa, Minha Vida, gasta R$ 1.000 de aluguel, quase o mesmo valor que pagará na prestação da casa própria, de R$ 1.190. “Vamos começar a pagar a parcela apenas depois da entrega da chave", diz. "Procuramos antes, mas só achamos opões que exigiam prestação durante a obra.”

Para sua colega de trabalho Fernanda de Carvalho Salles, a facilidade de crédito foi a oportunidade de sair da casa dos pais. Com renda de R$ 2.300, Fernanda recebeu subsídio de R$ 5.000 do Minha Casa, Minha Vida para comprar um apartamento de R$ 79 mil em Rio das Ostras, onde residem muitos dos trabalhadores de Macaé. “O corretor veio na porta da Casas Bahia para vender”, afirma. A estimativa do mercado local é que o aluguel do apartamento de Fernanda valerá R$ 650, mas a compra vai custar para ela uma prestação de R$ 500.

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