Energia
Agência Estado
08/11/2011 11h31 | Atualizada em 08/11/2011 13h32
Angra 2: capacidade de produção energética da usina chega a 1350 megawatts
Oito meses após o acidente na central nuclear Fukushima Daiichi, no Japão, técnicos da Eletronuclear concluíram um relatório que prevê 52 iniciativas a serem adotadas nas usinas de Angra dos Reis (RJ). O investimento necessário foi estimado em R$ 300 milhões até 2015, mas poderá dobrar, caso seja aprovada a construção de uma pequena central hidrelétrica em Angra.
O chamado Plano de Resposta a Fukushima será entregue na quarta-feira à direção da Eletronuclear, responsável pela operação de Angra 1 e Angra 2 e pela construção de Angra 3. A empresa, subsidiária da Eletrobras, deverá aprovar o documento e encaminhá-lo à Comissão Naciona
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Angra 2: capacidade de produção energética da usina chega a 1350 megawatts
Oito meses após o acidente na central nuclear Fukushima Daiichi, no Japão, técnicos da Eletronuclear concluíram um relatório que prevê 52 iniciativas a serem adotadas nas usinas de Angra dos Reis (RJ). O investimento necessário foi estimado em R$ 300 milhões até 2015, mas poderá dobrar, caso seja aprovada a construção de uma pequena central hidrelétrica em Angra.
O chamado Plano de Resposta a Fukushima será entregue na quarta-feira à direção da Eletronuclear, responsável pela operação de Angra 1 e Angra 2 e pela construção de Angra 3. A empresa, subsidiária da Eletrobras, deverá aprovar o documento e encaminhá-lo à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), órgão de controle da atividade nuclear no País.
Todas as pesquisas ligadas a catástrofes naturais vão ser desenvolvidas diretamente por universidades e centros de pesquisa, como a Coppe (que congrega os cursos de pós-graduação em engenharia da UFRJ), a PUC e a UFRGS. Já estão previstas uma reavaliação da estabilidade das encostas no entorno das usinas de Angra e novos estudos sobre a ocorrência de terremotos, tornados, furacões, movimentos do mar e inundações por eventos externos na região.
Segundo o assessor da diretoria técnica da Eletronuclear, Paulo Carneiro, pelo menos R$ 100 milhões serão destinados ao capítulo das catástrofes naturais. "Os estudos é que vão definir se haverá necessidade de intervenção ou não. Serão desenvolvidos ao longo do primeiro semestre de 2012", disse ele. "Haverá ações ligadas à verificação de como a planta reage a essas situações de catástrofes naturais, além de uma série de melhorias de sistemas, equipamentos e procedimentos para permitir aos operadores melhores condições de controlar as consequências desse tipo de acidente", acrescentou Carneiro.
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