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Preocupação com juros altos atinge 2º maior patamar da história entre industriais da construção

Quatro em cada dez empresas apontaram as taxas de juros como o principal entrave ao setor no terceiro trimestre. Condições financeiras seguem negativas, mas expectativas melhoram

Assessoria de Imprensa

26/10/2026 14h25 | Atualizada em 26/10/2026 14h42


Quatro em cada dez empresários industriais apontaram as taxas de juros elevadas como o principal problema enfrentado pelo setor no terceiro trimestre de 2026.

O resultado representa um aumento de 3,8 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre e é o segundo maior da série histórica, iniciada em 2015.

Os dados constam na Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta segunda-feira (26).

"É um problema que ocupa a primeira posição do ranking há

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Quatro em cada dez empresários industriais apontaram as taxas de juros elevadas como o principal problema enfrentado pelo setor no terceiro trimestre de 2026.

O resultado representa um aumento de 3,8 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre e é o segundo maior da série histórica, iniciada em 2015.

Os dados constam na Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta segunda-feira (26).

"É um problema que ocupa a primeira posição do ranking há algum tempo e continua ganhando importância mesmo com as sucessivas reduções da taxa Selic pelo Banco Central. Apenas no segundo trimestre de 2023 o percentual de assinalação do problema foi maior", aponta Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

A alta carga tributária, assinalada por 31% dos empresários, manteve-se como a segunda maior preocupação da indústria da construção. No trimestre anterior, o entrave foi apontado por 33,6% dos entrevistados.

Já a falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada subiu da quarta para a terceira posição do ranking, saltando de 28,6% para 29% das assinalações entre o segundo e o terceiro trimestres.

Condições financeiras continuam ruins - No terceiro trimestre, as condições financeiras da indústria da construção continuaram negativas. O índice que mede a facilidade de acesso ao crédito, por exemplo, caiu 1,4 ponto, passando de 39,3 para 37,9 pontos.

Por ter se distanciado ainda mais da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela maior dificuldade dos empresários na obtenção de empréstimos e de financiamentos.

O índice de satisfação com o lucro operacional também caiu no período: queda de 1 ponto, para 40,7 pontos. Com isso, a insatisfação dos empresários com a margem de lucro dos negócios caiu ao menor patamar desde o primeiro trimestre de 2021.

Apesar disso, o índice de satisfação com a situação financeira se manteve em 45,2 pontos e permaneceu abaixo da linha divisória, o que sinaliza descontentamento dos empresários com as finanças dos negócios.

Por outro lado, o indicador que mede a evolução do preço médio de insumos e matérias-primas diminuiu 0,6 ponto, de 66,2 para 65,5 pontos. O índice segue acima da linha de 50 pontos e revela percepção de encarecimento de insumos e matérias-primas.

Nesse cenário, mesmo após subir 2,2 pontos em relação a setembro, atingindo 41,9 pontos, o índice que mede a intenção de investimento do setor teve o pior mês de outubro desde 2020.

Desempenho do setor dá sinais de melhora - Em setembro, o índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção aumentou 0,9 ponto e chegou a 45,6 pontos, revertendo apenas parte da queda de agosto, quando o indicador recuou 2,6 pontos. Ainda assim, a distância para o índice usual do mês diminuiu de 2,9 pontos para 1,8 ponto.

Em resposta à melhora da atividade, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) - que mede a movimentação dos canteiros de obras — subiu 3 pontos, para 68%. Já o índice de evolução do número de empregados caiu novamente: recuou 0,5 ponto, para 45,3 pontos.

Com isso, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção reagiu, saltando 3,5 pontos e alcançando 49 pontos. O indicador continua abaixo dos 50 pontos, mas sinaliza que o pessimismo entre os representantes do setor perdeu força.

Expectativas seguem moderadas - Os índices que medem as expectativas do setor para os próximos meses subiram entre setembro e outubro, mas a maior parte deles segue sinalizando perspectivas negativas. Além disso, todos eles estão abaixo da média histórica.

Nível de atividade: +3,1 pontos, para 50,1 pontos;
Compras de insumos e matérias-primas: +3,9 pontos, para 49,7 pontos;
Novos empreendimentos e serviços: +2,5 pontos, para 48,6 pontos;
Número de empregados: +0,7 ponto, para 48,7 pontos.

Com os resultados, de acordo com a Sondagem, as expectativas para o nível de atividade deixaram o pessimismo e se tornaram neutras. Já as perspectivas para compras de insumos e matérias-primas, novos empreendimentos e serviços e número de empregados se tornaram menos negativas.

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