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Porto na Bahia causará sérios impactos ambientais, diz relatório

Entre os problemas estão: morte de animais, possíveis colisões de navios com mamíferos marinhos e alterações na movimentação de leitos de rios

CicloVivo

13/10/2011 09h37 | Atualizada em 13/10/2011 12h53


Um Relatório de Impacto Ambiental foi apresentado na última segunda-feira (10) ao governo da Bahia. O documento acusa a obra Porto Sul, que pretende construir um porto e uma ferrovia em Ilhéus, de causar sérios impactos ambientais e socioeconômicos.

Pressionados por defensores do meio ambiente, há seis meses o projeto, orçado em R$ 2,4 bilhões, teve que mudar o local do empreendimento, que passou da Ponta do Tulha, uma área de proteção ambiental, para a Aritaguá que também fica em Ilhéus.

Diversos impactos negativos foram listados, entre eles 29 referem-se ao ambiente físico da região, 36 ao bioma e 19 ao ambiente socioeconômico da área. O projeto prevê uma int

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Um Relatório de Impacto Ambiental foi apresentado na última segunda-feira (10) ao governo da Bahia. O documento acusa a obra Porto Sul, que pretende construir um porto e uma ferrovia em Ilhéus, de causar sérios impactos ambientais e socioeconômicos.

Pressionados por defensores do meio ambiente, há seis meses o projeto, orçado em R$ 2,4 bilhões, teve que mudar o local do empreendimento, que passou da Ponta do Tulha, uma área de proteção ambiental, para a Aritaguá que também fica em Ilhéus.

Diversos impactos negativos foram listados, entre eles 29 referem-se ao ambiente físico da região, 36 ao bioma e 19 ao ambiente socioeconômico da área. O projeto prevê uma interligação entre a Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) a rodovias e a um aeroporto internacional, no entanto, para que os planos sigam adiante será necessário deslocar cerca de quatro mil pessoas, sendo que boa parte é formada por pequenos agricultores.

Além disso, o relatório aponta a previsão de morte de peixes, possíveis colisões de navios com mamíferos marinhos e alterações na movimentação de leitos de rios e de sedimentos costeiros.

Doze dos impactos socioeconômicos são indicados como positivos. A principal defesa é da criação de dois mil postos de trabalho diretos e seis mil indiretos. Outra possibilidade é transformar a região em pólo logístico nacional que aumentará a arrecadação de impostos do Estado.

Os benefícios não convencem as instituições ambientalistas. “O relatório mostra o que temos dito, que o projeto tem muito mais impactos negativos do que positivos, e impressiona a desproporção entre os dois lados”, disse o presidente ONG Floresta Viva, Rui Barbosa Rocha, ao Estadão.

O governo baiano prefere defender o projeto com o argumento de atenuar tais impactos com ações compensatórias. As obras devem começar a partir de 2012. Contrários à decisão, diversas entidades preparam ações de protestos nos próximos dias 27 e 28. Já existe um site independente contra a implantação do Complexo Porto Sul com notícias sobre meio ambiente, ações sustentáveis e ecodesenvolvimento no sul da Bahia.

 

 

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