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Petróleo fará do Brasil 3º maior poluidor do mundo

Segundo o Greenpeace, país está atualmente na sexta posição, mas pode ficar atrás apenas de EUA e China

EFE

05/12/2011 11h33


A enorme riqueza petrolífera que o Brasil descobriu em águas profundas do Oceano Atlântico vai transformar o país no 'terceiro maior contaminador do mundo', segundo estudo do Greenpeace publicado neste domingo pelo jornal 'O Globo'.

'Brasil, que está na sexta posição, passará para o terceiro do ranking dos grandes contaminadores do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China', sustenta o grupo ecologista, que fundamenta sua previsão nas emissões da vai gerar a exploração do petróleo nas áreas submarinas do pré-sal.

Pelos cálculos do Greenpeace, as operações nesse novo horizonte petrolífero em águas do Atlântico lançarão na atmosfera 955,82 milhões de toneladas de gás carbônico e podem ter 'consequências desastrosas' para o

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A enorme riqueza petrolífera que o Brasil descobriu em águas profundas do Oceano Atlântico vai transformar o país no 'terceiro maior contaminador do mundo', segundo estudo do Greenpeace publicado neste domingo pelo jornal 'O Globo'.

'Brasil, que está na sexta posição, passará para o terceiro do ranking dos grandes contaminadores do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China', sustenta o grupo ecologista, que fundamenta sua previsão nas emissões da vai gerar a exploração do petróleo nas áreas submarinas do pré-sal.

Pelos cálculos do Greenpeace, as operações nesse novo horizonte petrolífero em águas do Atlântico lançarão na atmosfera 955,82 milhões de toneladas de gás carbônico e podem ter 'consequências desastrosas' para o meio ambiente.

'Em um momento em que existe um esforço global para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, o Brasil vê em suas reservas de petróleo o atalho mais rápido para o desenvolvimento econômico e social', declara ao 'O Globo' o porta-voz do Greenpeace no país, Sérgio Leitão.

O ativista afirma que as consequências já começaram a ser sentidas e cita como exemplo o vazamento em uma jazida explorada pela empresa americana Chevron no Campo de Frade, em águas profundas do Oceano Atlântico, no litoral do Rio de Janeiro.

A Chevron calcula que foram derramados no mar 2,4 mil barris de petróleo. A estimativa das autoridades do Rio de Janeiro é de 15 mil barris.

Além do vazamento e suas consequências, Leitão garante que, de acordo com os cálculos do Greenpeace, só as emissões de gases poluentes no poço chegaram a 10,6 milhões de toneladas de gás carbônico entre setembro de 2010 e agosto deste ano.

 

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