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Participação da indústria cai na América Latina

A indústria vem perdendo participação na economia dos principais países da América Latina, inclusive o Brasil.

DCI

14/09/2011 15h25


Segundo o estudo Desempenho da Cadeia de Valor Metalomecânica Latino-Americana, da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a participação da indústria manufatureira do Brasil em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 foi 15,8%, percentual igual ao de 2009, mas inferior aos 19,2% registrados em 2004.

O mesmo fenômeno vem ocorrendo em países como a Argentina, Colômbia e México. A participação da indústria mexicana no PIB caiu 3 pontos percentuais entre 2000 e 2010 (de 20% para 17%). "A desindustrialização é uma realidade que passa pela perda da competitividade seja pelo câmbio, tributação, assimetria competitiva ou pela guerra comercial com a China, principalmente", disse o presidente do Conselho Dire

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Segundo o estudo Desempenho da Cadeia de Valor Metalomecânica Latino-Americana, da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a participação da indústria manufatureira do Brasil em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 foi 15,8%, percentual igual ao de 2009, mas inferior aos 19,2% registrados em 2004.

O mesmo fenômeno vem ocorrendo em países como a Argentina, Colômbia e México. A participação da indústria mexicana no PIB caiu 3 pontos percentuais entre 2000 e 2010 (de 20% para 17%). "A desindustrialização é uma realidade que passa pela perda da competitividade seja pelo câmbio, tributação, assimetria competitiva ou pela guerra comercial com a China, principalmente", disse o presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, André Johannpeter.

Para Johannpeter, cuja família é a principal acionista do Grupo Gerdau, se o governo não pode promover mudanças na política de câmbio, que se encontra desfavorável às exportações por causa da valorização do real, pode atuar em outras frentes. "Se o câmbio vai ser esse e a dificuldade para competir vai ser essa, há outras áreas que podem ser mexidas, como a tributária, o custo de energia, que é o terceiro mais caro do mundo, os encargos trabalhistas e a competição desleal", disse.

Em 2005, Argentina, Brasil, Colômbia e México exportaram US$ 1 bilhão para a China em produtos metalomecânicos e importaram US$ 18,3 bilhões. Em 2010, o valor das exportações dobrou. No entanto, as importações saltaram para US$ 59,5 bilhões, elevando o déficit na balança comercial para US$ 57,5 bilhões em 2010.

 

 

 

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