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OSX investe R$ 3 bi em Complexo de Construção Naval no norte do Rio

DCI

06/09/2011 11h41 | Atualizada em 06/09/2011 14h57


Unidade de Construção Naval (UCN), que ficará no superporto do Açu, no norte fluminense, terá capacidade de processamento de 180.000 toneladas de aço por ano, expansível para até 400.000 toneladas anuais. Empresa do Grupo EBX, de Eike Batista, começou em julho obras no local junto com a coreana Hyundai Heavy Industries, maior empresa do setor no planeta - São Paulo

Ontem o bilionário Eike Batista colocou a seguinte frase em sua conta no serviço de microblogs Twitter: "Vamos construir o maior estaleiro das Américas, a '"'Embraer dos Mares', no Superporto do Açu (RJ)!'. Ele se referia à Unidade de Construção Naval (UCN) que sua companhia do setor, a OSX, está erguendo desde julho no Complexo Industrial que cerca o porto que outra d

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Unidade de Construção Naval (UCN), que ficará no superporto do Açu, no norte fluminense, terá capacidade de processamento de 180.000 toneladas de aço por ano, expansível para até 400.000 toneladas anuais. Empresa do Grupo EBX, de Eike Batista, começou em julho obras no local junto com a coreana Hyundai Heavy Industries, maior empresa do setor no planeta - São Paulo

Ontem o bilionário Eike Batista colocou a seguinte frase em sua conta no serviço de microblogs Twitter: "Vamos construir o maior estaleiro das Américas, a '"'Embraer dos Mares', no Superporto do Açu (RJ)!'. Ele se referia à Unidade de Construção Naval (UCN) que sua companhia do setor, a OSX, está erguendo desde julho no Complexo Industrial que cerca o porto que outra de suas empresas, a LLX, está criando no norte do Estado do Rio de Janeiro. Como de hábito em se tratando de Batista, os números referentes à UCN são grandiosos. A OSX está colocando R$ 3 bilhões nas obras. Em junho, a empresa conseguiu aprovar um financiamento para as mesmas de R$ 2,7 bilhões junto ao Fundo da Marinha Mercante. Quando pronta, a unidade será capaz de processar 180.000 toneladas de aço ao ano, e a ideia é expandir isto para 400.000 toneladas por ano. Os navios e plataformas petrolíferas que sairão de lá já têm cliente certo: a OGX, a petroleira do grupo de Batista. Na UCN serão construídas sete unidades flutuantes de produção (FPSOs, na sigla em inglês) e nove plataformas fixas para águas rasas (WHPs) para a OGX até 2015. "E temos em vista também o atendimento a outros clientes, fora do Grupo EBX", revela Roberto Monteiro, diretor-financeiro e de Relações com Investidores da OSX, citando o Grupo empresarial de Eike Batista. A partir do 4º trimestre de 2012, inicia-se a montagem da primeira plataforma fixa de perfuração e produção para águas rasas na UCN. Em 2013 começam os cortes de chapa de aço e a finalização do cais para o 1º FPSO. Já a conclusão total da UCN está prevista para o 2º trimestre de 2014.

Na empreitada, a companhia tem um parceiro: a Hyundai Heavy Industries, maior construtora naval do planeta. O diretor da Hyundai Corporation no País, Gi-Seob Kim, frisa: "Acreditamos que o Brasil será um gigante do setor de energia mundial. Em especial, vemos novas oportunidades por aqui na prospecção de petróleo em águas profundas - daí nossa presença neste projeto".

Pré-sal

A OSX estima que só a construção do estaleiro vá gerar 4.000 empregos. Quando estiver pronto, sua operação criará outros 10.000 postos de trabalho. A empresa já está treinando os primeiros 3.100trabalhadores que atuarão na UCN, a um custo de R$ 13 milhões.

"A indústria naval brasileira nunca esteve tão aquecida, sobretudo por conta da descoberta do petróleo na camada pré-sal", afirma Monteiro. "O Brasil possui hoje a maior demanda do mundo por equipamentos offshore, e toda ela está sujeita ao conteúdo nacional mínimo. Há poucos meses praticamente dobramos nossa carteira de encomendas, que hoje já é de cerca de US$ 4,8 bilhões". O executivo revela que no momento a UCN, antes mesmo de ficar pronta, já conta com 7 pedidos firmes - 5 FPSOs e 2 plataformas WHP, todos para a OGX.

Demanda cativa

O fato de a OSX pertencer ao grupo de empresas de Batista parece ser parte essencial do negócio. O próprio Kim, da Hyundai, reforça a tese: "A demanda cativa de unidades offshore pela OGX fornece uma base sólida para que construamos o estaleiro". Base tão sólida que leva ambas as empresas a não temerem nem mesmo a crise econômica mundial, que voltou com força recentemente.

"O potencial do setor de petróleo e gás e, por consequência, de equipamentos e serviços de exploração e produção destes combustíveis, é realmente impressionante", adianta Monteiro.

Primeiro navio

Na verdade, antes mesmo de estar com seu estaleiro pronto, a OSX já começou a fornecer equipamentos para a indústria do petróleo. O FPSO OSX-1, a 1ª unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo e gás da empresa, ficou pronta em Cingapura há 2 semanas e vem navegando rumo ao Brasil, onde chegará em cerca de 20 dias. Caberá ao FPSO OSX-1 a tarefa de produzir o 1º barril da OGX, o que está previsto para ocorrer durante o 4º trimestre deste ano. O FPSO OSX-1 foi construído na Coréia e sua customização, para atender às especificações solicitadas pela OGX e aos requisitos da legislação brasileira, ocorreu no estaleiro da Keppel, em Cingapura, que realizou a fabricação, modificação e aprimoramento do conjunto de módulos sobre o casco do navio. "Para nós da OSX receber o FPSO OSX-1 representa o início de uma rotina que se repetirá dezenas de vezes daqui para a frente: a OSX entregando FPSOs e WHPs para a produção de petróleo e gás de nossa cliente OGX e dos demais empreendedores, dedicados a tornar realidade as descobertas petrolíferas que o Brasil tem feito", diz Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, diretor-presidente da empresa.

 

 

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