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Número de sócios em Belo Monte poderá dobrar, diz Eletrobrás

DCI

18/06/2010 14h05


O diretor de Engenharia da Eletrobras, Valter Cardeal, afirmou ontem que a quantidade de sócios da sociedade de propósito específico (SPE) para a construção da Usina Belo Monte, no Rio Xingu, deverá dobrar em relação à atual formação. Além da estatal, participam do consórcio Queiroz Galvão (10,02%), Galvão Engenharia (3,75%), Mendes Júnior Trading Engenharia (3,75%), Serveng-Civilsan (3,75%), J.Malucelli (9,98%), Contern Construções e Comércio (3,75%), Cetenco Engenharia (5%) e Gaia Energia e Participações (10,02%).

Essa foi a única declaração que os executivos que negociam a sociedade para a Usina Belo Monte deram na saída de uma reunião que foi convocada pela Eletrobras, em Brasília. A expectativa era de que fosse anunciada a c

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O diretor de Engenharia da Eletrobras, Valter Cardeal, afirmou ontem que a quantidade de sócios da sociedade de propósito específico (SPE) para a construção da Usina Belo Monte, no Rio Xingu, deverá dobrar em relação à atual formação. Além da estatal, participam do consórcio Queiroz Galvão (10,02%), Galvão Engenharia (3,75%), Mendes Júnior Trading Engenharia (3,75%), Serveng-Civilsan (3,75%), J.Malucelli (9,98%), Contern Construções e Comércio (3,75%), Cetenco Engenharia (5%) e Gaia Energia e Participações (10,02%).

Essa foi a única declaração que os executivos que negociam a sociedade para a Usina Belo Monte deram na saída de uma reunião que foi convocada pela Eletrobras, em Brasília. A expectativa era de que fosse anunciada a composição final do consórcio, a participação de autoprodutores no empreendimento e o nome da construtora que ficaria encarregada da obra, mas isso não aconteceu.

Apesar de o presidente do Consórcio Norte Energia, José Aílton de Lima, afirmar na semana passada que não haveria pressa em definir a composição da SPE para a construção da usina, o governo acelerou o passo para chegar a uma decisão. Tanto que amanhã está prevista outra reunião com os possíveis sócios na usina.

Dentre as interessadas que poderiam entrar na sociedade estão CSN, Gerdau, Braskem, Vale e Siderúrgica Norte Brasil (Sinobrás). Procuradas pela reportagem, as empresas não se pronunciaram sobre o assunto. A Arcelor Mittal é outra empresa que poderia fazer parte dessa sociedade.

Segundo o cronograma estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a data limite para a entrega da documentação para a concessão da outorga é 16 de julho.

Neoenergia
O presidente da Neoenergia, Marcelo Corrêa, negou ontem que existam negociações de fusão entre a companhia e a CPFL para a criação de uma "superelétrica" no País. O executivo disse ainda que a empresa deverá investir em eólicas tendo como parceira a companhia espanhola Iberdrola e que deve disputar os próximos leilões de geração elétrica.

Ricardo Flores, presidente da Previ, acionista controlador da companhia, também descartou estudos "este ano". O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil tem participação no bloco de controle das duas companhias elétricas. Segundo Flores, consolidações setoriais são temas mais amplos, e dependem de análises macroeconômicas mais profundas.

A Eletrobras prevê que o número de sócios da empresa que construirá Belo Monte será duas vezes maior do que se estimava.

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