Mineração
IG
01/03/2012 12h01
O navio Vale Beijing, que corria o risco de afundar na Baía de São Marcos, em São Luís (MA), por conta de rachaduras em seu casco, deve atracar no porto de Omã até o final deste mês. A embarcação, uma das maiores do mundo, com capacidade de transportar quase 400 mil toneladas de minério de ferro, segue para o país da Península Arábica para descarregar as 260 mil toneladas de minério que tem em seus porões.
A rachadura no casco ocorreu exatamente no momento que o navio era carregado em sua viagem inaugural, no porto de São Luís.Apesar da longa viagem, o navio não foi totalmente reparado. A STX, uma empresa coreana que fabricou a embarcação a pedido da mineradora brasileira Vale, apenas fez reparos emergenciais. Como não existem eq
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O navio Vale Beijing, que corria o risco de afundar na Baía de São Marcos, em São Luís (MA), por conta de rachaduras em seu casco, deve atracar no porto de Omã até o final deste mês. A embarcação, uma das maiores do mundo, com capacidade de transportar quase 400 mil toneladas de minério de ferro, segue para o país da Península Arábica para descarregar as 260 mil toneladas de minério que tem em seus porões.
A rachadura no casco ocorreu exatamente no momento que o navio era carregado em sua viagem inaugural, no porto de São Luís.Apesar da longa viagem, o navio não foi totalmente reparado. A STX, uma empresa coreana que fabricou a embarcação a pedido da mineradora brasileira Vale, apenas fez reparos emergenciais. Como não existem equipamentos para desembarque de minério de ferro nos portos brasileiros, o Vale Beijing precisou ir até Omã para retirar a carga, avaliada em US$ 50 milhões.
Só após esse procedimento o navio deve ser levado para um dique seco, provavelmente na Turquia, onde finalmente poderá passar por uma inspeção mais cuidadosa e, se possível ter o casco reparado. Durante toda a travessia do Oceano Atlântico o navio, que deixou as águas maranhenses no domingo de Carnaval, será acompanhado por um rebocador.O Vale Beijing faz parte de uma nova categoria de navios, conhecida como Valemax. Eles surgiram a partir de uma demanda da companhia brasileira de mineração por embarcações que pudessem transportar volumes cada vez maiores de minério de ferro.
Ao todo a Vale encomendou 35 navios como o que ficou dois meses atracado em São Luís a estaleiros coreanos e chineses. Pelo acordo, 19 deles são de propriedade da Vale e os outros ficarão com embarcadores que prestarão serviços para a Vale por, no mínimo, 25 anos.O fracasso na viagem inaugural do Vale Beijing acelerou uma decisão da empresa brasileira em rever sua estratégia no segmento de navegação. Ainda no final do ano passado a companhia decidiu que não fazia sentido ser proprietária dos navios, e os colocou a venda.
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