Mercado
Jornal do Commercio
05/12/2011 11h19 | Atualizada em 05/12/2011 13h25
A Copa do Mundo de 2014 começou em 2011 para segmentos empresariais que não cogitam ficar fora do rateio de receitas bilionárias projetadas com a competição no Brasil. Especialistas e dirigentes de instituições de apoio a micro e pequenos empresários (MPEs) advertem que quem deixar para se mexer na última hora ficará fora da final, considerada os dias de realização do evento entre junho e julho de 2014.
O Sebrae nacional fez levantamento e apurou que há pelo menos mil oportunidades de negócios nas 12 cidades-sedes, entre Porto Alegre.
O superintendente do serviço de apoio a MPEs, Bruno Caetano, diz que já estão ocorrendo iniciativas que colocam grandes corporações do setor de construção com fornecedores de pequeno porte
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A Copa do Mundo de 2014 começou em 2011 para segmentos empresariais que não cogitam ficar fora do rateio de receitas bilionárias projetadas com a competição no Brasil. Especialistas e dirigentes de instituições de apoio a micro e pequenos empresários (MPEs) advertem que quem deixar para se mexer na última hora ficará fora da final, considerada os dias de realização do evento entre junho e julho de 2014.
O Sebrae nacional fez levantamento e apurou que há pelo menos mil oportunidades de negócios nas 12 cidades-sedes, entre Porto Alegre.
O superintendente do serviço de apoio a MPEs, Bruno Caetano, diz que já estão ocorrendo iniciativas que colocam grandes corporações do setor de construção com fornecedores de pequeno porte para abrir canal de venda de produtos e prestação de serviços. O diretor-executivo e sócio da Octagon no Brasil, que assessora patrocinadores no ramo de marketing esportivo para o Mundial, Fred Pollastri, lembra que haverá centenas de ramos a serem explorados, como as fan fest (espaços ao ar livre com telões para as pessoas assistirem aos jogos) que serão montadas em diversas cidades.
A Octagon, que tem sede nos Estados Unidos e administra US$ 3 bilhões em verbas ligadas a patrocinadores na área esportiva (US$ 300 milhões estão no Brasil), é exemplo de como pegar carona no evento. Segundo Pollastri, desde 2006, antes da confirmação do Brasil como sede (que ocorreu em 2007), a agência que ele dirigia já vislumbrava o mercado.
No ano passado, a operação foi absorvida pela americana que já fechou contrato com Itaú, Ambev e Liberty para desenvolver planos de ativação da marca e deve divulgar nas próximas semanas mais dois contratos com patrocinadores oficiais.
O diretor lembra que o turismo terá outro patamar no País e necessitará de estrutura desde a área de idiomas a fornecedores de ramo de alimentação e hospedagem. “A Copa já está ocorrendo. Tem de buscar informação para saber qual será a fatia do bolo de cada um”, provoca o diretor-executivo. O diretor de produtos para empresas do Itaú, Marcos Maccariello, desmistifica a ideia de que os grandes investimentos serão sugados por grandes corporações. Para Maccariello, as MPEs e os negócios de médio porte serão os maiores beneficiados.
O banco deve intensificar em 2012 as linhas e marketing de produtos voltados a estes portes. O banco tem limite de R$ 100 bilhões para repassar ao setor, que já buscou 60% do caixa em 2011.
Maccariello comparou o avanço do perfil de crédito buscado e identifica que hoje mais de 50% dos recursos do sistema nacional, segundo dados do Banco Central, já são canalizados para planos de um a três anos ou mais. No próximo ano, a instituição poderá criar modalidades que usarão o apelo da Copa. Turbinar o uso do cartão Bndes será uma das estratégias, pois oferta dinheiro mais barato.
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