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11/04/2012 12h09
A Indústria Naval brasileira acaba de ganhar um grande presente. Com lançamento marcado para hoje (10), na feira Intermodal 2012, o livro "Nau Brasilis: a história, a trajetória e a retomada da construção naval brasileira", de Carlos Cornejo, conta a história da construção naval e da navegação mercante no Brasil. "Nau Brasilis conta essa história e a inicia abordando as culturas marítima e naval herdadas de Portugal, que depositou nos estaleiros brasileiros séculos de conhecimento em construção naval. O livro resgata o início da construção naval no Rio de Janeiro e Salvador, o berço dessa indústria, e ressalta a importância da Marinha de Guerra no Brasil para o seu apogeu", afirma o diretor presidente da Log-In Logística Intermodal, Vita
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A Indústria Naval brasileira acaba de ganhar um grande presente. Com lançamento marcado para hoje (10), na feira Intermodal 2012, o livro "Nau Brasilis: a história, a trajetória e a retomada da construção naval brasileira", de Carlos Cornejo, conta a história da construção naval e da navegação mercante no Brasil. "Nau Brasilis conta essa história e a inicia abordando as culturas marítima e naval herdadas de Portugal, que depositou nos estaleiros brasileiros séculos de conhecimento em construção naval. O livro resgata o início da construção naval no Rio de Janeiro e Salvador, o berço dessa indústria, e ressalta a importância da Marinha de Guerra no Brasil para o seu apogeu", afirma o diretor presidente da Log-In Logística Intermodal, Vital Jorge Lopes.
A obra é dividida em duas partes. Na primeira, relembram-se quase cinco séculos da história do setor, iniciada em maio de 1531, por ordem de Martim Afonso de Souza, num estaleiro erguido no atual bairro da Urca, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o militar português coordenou a construção de dois bergantins, as primeiras embarcações de tipo europeu produzidas no Brasil, destinadas à exploração do litoral Sul do então recém-descoberto território.
Do auge, o livro passa para o paulatino declínio da Indústria Naval nacional até sua falência e o fechamento da grande maioria dos estaleiros. "Depois de um longo período de crise e estagnação, o país vivencia o renascimento do setor no Brasil, por meio das encomendas feitas, principalmente, pela Log-In e pela Transpetro, de grandes embarcações aos estaleiros nacionais", acrescenta Vital Jorge Lopes.
É sobre esse momento atual, do renascimento dessa indústria, que trata a segunda parte do "Nau Brasilis". Para retratá-la minuciosamente, o autor acompanhou todas as fases da construção do navio Log-In Jacarandá, o primeiro porta-contêineres construído no Brasil no século XXI. "Através do livro conseguimos acompanhar todas as etapas de construção de um navio. E embarcação registrada nesta edição já está em operação hoje, integrando a nossa frota, escalando os principais portos do Brasil e ligando nosso país ao Mercosul", comenta Fábio Siccherino, diretor comercial da Log-In.
Para ilustrar os mais de 500 anos da navegação brasileira, o Nau Brasilis traz uma seleção primorosa de fotografias, gravuras e pinturas. Selecionadas do acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, duas imagens reproduzidas por Marcelo Lerner têm destaque: o presidente Getulio Vargas (1882-1954) na cerimônia de batimento de quilha do navio-mineiro Carioca (C1), em novembro de 1937; e o navio-tanque 340 B, de 1.500 toneladas de porte bruto, construído no Dique Cruzeiro do Estaleiro da Ilha do Viana, entre 1927 e 1929, por encomenda do governo argentino, sendo o primeiro grande navio para exportação produzido no País durante o século XX.
Produzido pela Solaris Edições Culturais, por meio da Lei federal de Incentivo à Cultura, o "Nau Brasilis: a história, a trajetória e a retomada da construção naval brasileira" é um livro de capa dura com 360 páginas e 685 imagens, entre fotografias e ilustrações.
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