Equipamentos
Valor
27/10/2011 10h09
A Abimaq – entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos – informou hoje que segue em negociações com o governo por medidas de defesa comercial.
O setor esperava por uma resolução ainda neste mês, mas o Planalto ainda não deu qualquer sinalização de que vai atender aos pedidos que visam colocar obstáculos para a entrada de 60 bens de capital mecânicos com competitividade abalada.
Durante apresentação à imprensa dos resultados da indústria de máquinas em setembro, o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, disse que algumas reuniões com membros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) foram realizadas nas últimas semanas, mas sem chegar a um resultado. As discussões se
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A Abimaq – entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos – informou hoje que segue em negociações com o governo por medidas de defesa comercial.
O setor esperava por uma resolução ainda neste mês, mas o Planalto ainda não deu qualquer sinalização de que vai atender aos pedidos que visam colocar obstáculos para a entrada de 60 bens de capital mecânicos com competitividade abalada.
Durante apresentação à imprensa dos resultados da indústria de máquinas em setembro, o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, disse que algumas reuniões com membros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) foram realizadas nas últimas semanas, mas sem chegar a um resultado. As discussões se dão no âmbito da regulamentação da nova política industrial.
Segundo o executivo, alguns produtos estão chegando ao país com preços inferiores ao custo de produção dos fabricantes brasileiros. Uma saída para frear a concorrência desleal, segundo ele, seria fixar preços de referência no cálculo de tributos para as importações, instrumento da Receita Federal conhecido como valoração aduaneira.
De janeiro a setembro, as importações de máquinas e equipamentos no Brasil somaram US$ 21,98 bilhões, 20,7% a mais do que no ano passado. No período, o setor marcou déficit comercial de US$ 13,36 bilhões, montante que deve chegar a US$ 18,7 bilhões até o fim do ano, segundo estimativas da Abimaq.
As críticas da entidade se centram na crescente penetração dos competitivos produtos chineses no mercado brasileiro. Nos nove primeiros meses do ano, as vendas de máquinas e equipamentos da China ao Brasil cresceram 33,6%, somando US$ 2,99 bilhões, ou 13,6% do total importado.
Porém, os Estados Unidos e a Alemanha – principais fornecedores externos de máquinas ao mercado brasileiro – também estão expandindo agressivamente as exportações de bens de capital ao país. No caso das máquinas americanas, as importações subiram 25,6%, somando US$ 5,41 bilhões, enquanto as da Alemanha avançaram 43,7%, para US$ 3,1 bilhões.
Durante entrevista a jornalistas, Aubert Neto defendeu que outros fornecedores, além da China, poderão ocupar espaços no mercado doméstico se nenhuma atitude for tomada no sentido de defender a indústria nacional.
“Estamos perdendo mercado interno, e também mercado lá fora, mesmo nos setores em que tínhamos 100% de domínio”, afirmou o presidente da Abimaq, que voltou a criticar os juros altos, o real valorizado e a pesada carga tributária, uma combinação a qual chamou de “tripé do mal”:
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