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Valor Online
22/11/2011 12h37
De acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, o prejuízo diário de um navio parado varia entre US$ 25 mil e US$ 60 mil. "Isso vai provocando um efeito em cascata e os navios que chegarem amanhã vão ficar prejudicados. A greve acaba causando impactos subsequentes na rotação do navio", explica Roque. A estimativa de que sejam cerca de 15 navios parados é uma média diária feita a partir do número de entradas e saídas de embarcações do porto, diz ele.
Segundo o site da Praticagem de Santos - cooperativa responsável por realizar as manobras dos navios no porto - três embarcações saíram e duas entraram no porto desde o início da greve, às 6 horas. S
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De acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, o prejuízo diário de um navio parado varia entre US$ 25 mil e US$ 60 mil. "Isso vai provocando um efeito em cascata e os navios que chegarem amanhã vão ficar prejudicados. A greve acaba causando impactos subsequentes na rotação do navio", explica Roque. A estimativa de que sejam cerca de 15 navios parados é uma média diária feita a partir do número de entradas e saídas de embarcações do porto, diz ele.
Segundo o site da Praticagem de Santos - cooperativa responsável por realizar as manobras dos navios no porto - três embarcações saíram e duas entraram no porto desde o início da greve, às 6 horas. São elas Laura Maersk, UASC Jeddah, Orange Sun e Aliança Europa e Essex, respectivamente. A Codesp informou que as operações foram possíveis graças ao esforço da diretoria Comercial, que liberou as operações por meio do programa Porto Sem Papel, recentemente implantado. Estão programadas as atracações de mais dois navios, o Zhen Hua 25 e o Crystal Atlantica, às 17 horas e 18 horas, respectivamente.
Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, a adesão à paralisação é praticamente total, mobilizando cerca de mil trabalhadores representados pelo sindicato. Estão em greve empregados administrativos e de unidades de fiscalização e de atracação, além de escriturários, e eletricistas. “Só estão trabalhando os funcionários de atividades essenciais, como bombeiros e agentes da guarda portuária”, informou Santos.
De acordo com Santos, a greve é um protesto pelo descumprimento do último acordo coletivo da categoria. Ele disse que o acordo com a Codesp previa reajuste dos salários, tratamento igualitário entre a remuneração dos novos funcionários e dos antigos e adoção de auxílios.
A Adesp confirma que a área de atracação do porto está praticamente parada. Em nota, a companhia afirma que submeteu a proposta do acordo coletivo ao Ministério do Planejamento, mas “a pasta federal, entretanto, não autorizou algumas das cláusulas apresentadas”.
Quanto ao tratamento igualitário para os novos funcionários, a Codesp diz que propôs ao Planejamento a suspensão da distinção e que, “em momento algum, deixou de cumprir o que propôs ao Sindaport”. A companhia afirma ainda que o índice de reajuste salarial, de 9,643%, foi aceito pelos empregados.
09 de janeiro 2020
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