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Gerdau diz que não sentiu efeitos da crise europeia

Valor Online

11/11/2011 13h16 | Atualizada em 11/11/2011 15h17


O diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, afirmou hoje que a companhia não sentiu os efeitos da crise na Europa nas vendas de aço porque as fábricas do grupo estão instaladas, principalmente, em países em desenvolvimento.

Entretanto, ele ressaltou que há preocupações sobre as perspectivas do impacto da crise sobre a demanda em 2012.

“O sistema financeiro está em crise, mas não está afetando nossas entregas, até porque atuamos mais em países emergentes”, disse Johannpeter em teleconferência com jornalistas. “O que não se sabe é se essa crise vai contagiar o mundo real e o crescimento do PIB no ano que vem”.

Apesar das preocupações, Johannpeter destacou que a Gerdau mantém os investimentos programado

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O diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, afirmou hoje que a companhia não sentiu os efeitos da crise na Europa nas vendas de aço porque as fábricas do grupo estão instaladas, principalmente, em países em desenvolvimento.

Entretanto, ele ressaltou que há preocupações sobre as perspectivas do impacto da crise sobre a demanda em 2012.

“O sistema financeiro está em crise, mas não está afetando nossas entregas, até porque atuamos mais em países emergentes”, disse Johannpeter em teleconferência com jornalistas. “O que não se sabe é se essa crise vai contagiar o mundo real e o crescimento do PIB no ano que vem”.

Apesar das preocupações, Johannpeter destacou que a Gerdau mantém os investimentos programados e que não pretende cancelar projetos. “Estamos com cautela na velocidade das aprovações, mas tudo está conforme o que foi programado”, disse o diretor-presidente.

Hoje, o grupo divulgou que o lucro consolidado subiu 17% no terceiro trimestre, na comparação com o valor registrado um ano atrás, para R$ 713 milhões. A receita líquida do grupo totalizou R$ 8,9 bilhões no período, o que corresponde a um crescimento de 9% na comparação anual.

Apesar desses avanços, a margem operacional da empresa retraiu-se no trimestre, por conta da pressão de custos. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 4%, para R$ 1,2 bilhão.

Segundo Johannpeter, a Gerdau tem feito um esforço contínuo, desde a crise de 2008, para adotar corte de custos e segurar a rentabilidade, como despesas com viagens, treinamentos e novos projetos. Com isso, as despesas administrativas caíram 7% no terceiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2010, o que representou uma economia da ordem de R$ 30 milhões.

 

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