Infraestrutura
DCI
14/09/2011 15h24
O governo federal pretende promover o "emprego maciço" do Exército nas obras de construção e manutenção de estradas nas regiões da Amazônia que estão próximas a países vizinhos.
A intenção foi anunciada pelo diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), Tarcísio Gomes de Freitas, durante audiência pública promovida ontem pela Subcomissão da Amazônia e da Faixa de Fronteira, ligada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). - Tarcísio admitiu que em regiões maisdesenvolvidas e próximas de grandes centros existe uma tendência de redução de uso dos serviços de engenharia do Exército em obras públicas, uma vez que essas obras podem ser feitas por empresas privadas.
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O governo federal pretende promover o "emprego maciço" do Exército nas obras de construção e manutenção de estradas nas regiões da Amazônia que estão próximas a países vizinhos.
A intenção foi anunciada pelo diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), Tarcísio Gomes de Freitas, durante audiência pública promovida ontem pela Subcomissão da Amazônia e da Faixa de Fronteira, ligada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). - Tarcísio admitiu que em regiões maisdesenvolvidas e próximas de grandes centros existe uma tendência de redução de uso dos serviços de engenharia do Exército em obras públicas, uma vez que essas obras podem ser feitas por empresas privadas.
Ele lembrou, porém, que existem situações em que o recurso ao auxílio dos militares faz mais sentido. Este seria o caso de uma rodovia que liga São Gabriel da Cachoeira (AM) a Cucuí (AM), na fronteira tríplice com Venezuela e Colômbia. A rodovia une São Gabriel aos pelotões de fronteira, e o Exército tem tido dificuldades na manutenção do trecho, que ele localiza na área do Parque da Serra da Neblina.
O presidente da subcomissão, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), concordou com a necessidade do emprego de tropas nas áreas de fronteira. "Em outros estados a maior competitividade das empresasresolve, mas nas regiões de fronteira os batalhões são indispensáveis. Mas esses batalhões não funcionarão sem recursos humanos e financeiros. O programa Calha Norte só existe porque destinamos recursos a ele por meio de emendas parlamentares."
Pontes
O diretor do Dnit destacou a construção de novas pontes ligando o Brasil a países vizinhos. Uma delas foi recentemente concluída sobre o rio Tacutu, entre o Estado de Roraima e a Guiana. Está "praticamente concluída a ponte que liga o Amapá à Guiana Francesa. Faltam apenas os acessos e a instalação de órgãos como Receita Federal e Polícia Federal." Está também prevista, informou o diretor, uma segunda ponte para o Paraguai e uma nova ponte entre o Brasil e o Uruguai, em Jaguarão (RS).
Pacífico
Freitas recordou ainda o crescimento da importância da China no comércio exterior brasileiro. "É natural que o Brasil tenha de se voltar para o Pacífico, com ferrovias e hidrovias." Uma das futuras soluções é a Ferrovia Transcontinental, prevista no Plano Nacional de Logística de Transportes, mas ainda não contemplada no PAC. A ferrovia ligaria o litoral norte do Rio de Janeiro a Cruzeiro do Sul (AC), na fronteira com o Peru.
16 de abril 2020
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