Infraestrutura
Jornal A Cidade
06/12/2011 14h13
A Secretaria de Transportes Metropolitanos confirmou nesta segunda (5) que estuda a implantação do trem rápido entre Ribeirão Preto e Campinas. O projeto é para um segundo ramal do mesmo modelo. Além de Ribeirão, outro ramal, entre Piracicaba e Campinas também está em estudo.
Porém, não existe data para contratação de empresa para elaboração do estudo e também não há recurso definido para as obras.
O objetivo do governo estadual é fomentar o transporte regional por meio de trilhos. Isso oferecerá uma nova opção de transporte e vai interligar duas importantes regiões do interior ao traçado do trem-bala (Viracopos/São Paulo/São José dos Campos e Rio de Janeiro).
A primeira fase do projeto contempla outras três regiõ
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A Secretaria de Transportes Metropolitanos confirmou nesta segunda (5) que estuda a implantação do trem rápido entre Ribeirão Preto e Campinas. O projeto é para um segundo ramal do mesmo modelo. Além de Ribeirão, outro ramal, entre Piracicaba e Campinas também está em estudo.
Porém, não existe data para contratação de empresa para elaboração do estudo e também não há recurso definido para as obras.
O objetivo do governo estadual é fomentar o transporte regional por meio de trilhos. Isso oferecerá uma nova opção de transporte e vai interligar duas importantes regiões do interior ao traçado do trem-bala (Viracopos/São Paulo/São José dos Campos e Rio de Janeiro).
A primeira fase do projeto contempla outras três regiões - Sorocaba, Baixada Santista e Jundiaí. Os estudos desta obra devem ser feitos até maio de 2012.
Viagem mais rápida
No caso de Ribeirão, um dos benefícios é a rapidez da viagem. A viagem que é feita em média em 2h20 de carro não deve durar mais de 1h30 sobre trilhos. O modelo definido para as novas linhas é de composições compactas com velocidade máxima de 180 km/h, o que assegura uma média de 120 km/h.
Esta velocidade média equivale à maior velocidade autorizada hoje para as melhores rodovias brasileiras. No caso da rodovia Anhanguera (SP-330), a velocidade máxima permitida para tráfego de carros é de 110 km/h.
Como as antigas ferrovias paulistas não comportam trens tão rápidos, o governo terá de construir os novos ramais. A estratégia será buscar parcerias com a iniciativa privada. O trem rápido terá capacidade para 600 pessoas sentadas.
Para o especialista em transporte e trânsito da USP de São Carlos, Coca Ferraz, o projeto é de extrema importância. "É mais uma opção de transporte para a população e segue uma tendência dos países de primeiro mundo."
Em 1883, ferrovia Mogiana fazia a mesma ligação
O transporte por trilhos no eixo Campinas - Ribeirão Preto teve início em novembro de 1883, quando a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro decidiu expandir seus ramais com destino à Minas Gerais. Os trilhos passavam pela região da Vila Virgínia.
A Mogiana foi criada em 1872, por um grupo de fazendeiros para escolar a produção de café até o Porto de Santos. Historiadores afirmam que a ferrovia foi um elemento decisivo para a modernização e integração de Ribeirão Preto com o restante do interior paulista. Isso porque trouxe uma arrancada de desenvolvimento econômico, cultural, além de crescimento populacional.
Com a decadência do ciclo do café e a falta de apoio governamental, a Mogiana acabou sendo integrada à Fepasa (Ferrovia Paulista S/A) em 1971. A companhia passa a operar o transporte de passageiro.
Entretanto, privatizada em fins de 1998, não consegue manter os níveis de atendimento foi extinta.
16 de abril 2020
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