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Entidades do setor elétrico criticam leilões regionais

Valor

27/10/2011 10h11


Duas importantes entidades do setor elétrico brasileiro, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), voltaram a firmar posições contrárias à contratação de energia proveniente de termelétricas por meio de leilões regionais.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, considera os leilões regionais fundamentais para garantir com segurança o abastecimento local, sem gasto adicional com reforço nas redes de transmissão que ligam as diferentes regiões do país. “O leilão regional precisa ser feito quando tem excesso de geração num determinado local e falta em outro. O custo global [de operação] fica maior, porque é preciso investir em transmissão. A energia para o consumidor também fica mais cara”

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Duas importantes entidades do setor elétrico brasileiro, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), voltaram a firmar posições contrárias à contratação de energia proveniente de termelétricas por meio de leilões regionais.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, considera os leilões regionais fundamentais para garantir com segurança o abastecimento local, sem gasto adicional com reforço nas redes de transmissão que ligam as diferentes regiões do país. “O leilão regional precisa ser feito quando tem excesso de geração num determinado local e falta em outro. O custo global [de operação] fica maior, porque é preciso investir em transmissão. A energia para o consumidor também fica mais cara”, afirmou, depois de participar de audiência na Câmara dos Deputados.

Já o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, disse que o leilão regional tende a diminuir significativamente a competição nos processos de contratação. ”Se fizermos um leilão para uma região específica, estamos tirando provavelmente 95% da oferta. Aí o preço [da energia] será mais alto”, disse ao ser questionado sobre a hipótese de adoção do sistema de contratação regional.

Tolmasquim afirmou que a rede de transmissão não eleva custo da energia quando as térmicas despacham para outras regiões. Segundo ele, o preço da energia negociado nos leilões atuais já tem "embutidos" os custos de transmissão.

O presidente da EPE informou que o modelo do setor elétrico permite a realização de leilão regional somente em casos de necessidade. “Isso serviria para casos específicos, não para ser adotados como regra. Para se fazer um leilão direcionado teria que ter uma justificativa muito boa”, afirmou Tolmasquim. Ele disse que, até agora, não teve região que convencesse da necessidade desse leilão.

Chipp, do NOS, disse que o leilão regional esteve associado apenas à reivindicação de parlamentares do Rio Grande do Sul e das termelétricas a carvão daquele Estado. “Ficou uma conotação lamentável de uma questão regional e corporativa. Isso não é uma questão de lobby do Rio grande do Sul”, ressaltou.

 

 

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