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Emergentes ganham peso no consumo mundial de aço, aponta WSA

Valor

13/10/2011 12h09


Com o abalo das economias desenvolvidas pela crise financeira de 2008, os países emergentes e em desenvolvimento ganharam força no consumo mundial de aço a partir de então. Enquanto o volume nos países desenvolvidos - União Europeia, EUA e Japão - ainda estará no próximo ano 15% abaixo do de 2007, nas economias em expansão, caso de China, Índia e Brasil, o montante será 44% superior.

Essa é a previsão do Comitê de Estudos Econômicos da World Steel Association (WSA), divulgada ontem em Paris, na França, durante congresso do setor. A WSA reúne 170 fabricantes de aço que fazem 85% do total produzido no mundo.

Pelas projeções do comitê da WSA, em 2012 os países emergentes e em desenvolvimento vão responder por 73% da dem

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Com o abalo das economias desenvolvidas pela crise financeira de 2008, os países emergentes e em desenvolvimento ganharam força no consumo mundial de aço a partir de então. Enquanto o volume nos países desenvolvidos - União Europeia, EUA e Japão - ainda estará no próximo ano 15% abaixo do de 2007, nas economias em expansão, caso de China, Índia e Brasil, o montante será 44% superior.

Essa é a previsão do Comitê de Estudos Econômicos da World Steel Association (WSA), divulgada ontem em Paris, na França, durante congresso do setor. A WSA reúne 170 fabricantes de aço que fazem 85% do total produzido no mundo.

Pelas projeções do comitê da WSA, em 2012 os países emergentes e em desenvolvimento vão responder por 73% da demanda mundial de aço, ante a participação de 61% em 2007.

O maior peso vem da China, responsável por quase metade do total do consumo do mundo, que deve alcançar 1,4 bilhão de toneladas neste ano e  aproximadamente 1,47 bilhão de toneladas em 2012. A demanda de produtos siderúrgicos no país tem aumento projetado de 7,5% neste ano (para 643 milhões de toneladas) e de 6% no próximo (para 680 milhões de toneladas).

Os cinco países dos Brics, que engloba Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, além da China, crescerá em níveis de 7,2% e 6,4% nos dois anos, conforme o estudo da WSA. O levantamento da entidade foi elaborado por uma equipe de 40 economistas reunidos no fim de setembro em Istambul, na Turquia.

O consumo aparente de aço na Índia, país com população semelhante à chinesa, tem previsão de crescimento de 4,3% neste ano, para 68 milhões de toneladas. Para 2012, o desepenho esperado é de 7,9%. O país é visto como a nova fronteira de crescimento da siderurgia no mundo, devendo atingir algo como 200 milhões de toneladas até 2020.

A região formada por América do Sul e Central, com grande peso do Brasil, tem perspectiva otimista: sai de uma alta de 4,7% em 2011, para 9,8% em 2012. Com isso, atingiria, conforme a WSA, consumo recorde de 52,4 milhões de toneladas. esse volume é quase 28% acima do patamar de 2007, ano anterior ao impacto da crise global.

Na região que tem a Rússia como principal mercado, a previsão é de crescimento forte neste ano - 14,4% -, seguido de 7,5% em 2012. Com isso, o consumo aparente de aço deverá alcançar quase 60 milhões de toneladas, o seu mais alto nível até hoje.

 

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