Energia
Valor Online
13/09/2011 12h11
O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, minimizou a influência do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, para o cronograma da companhia no Brasil, mas enfatizou que, devido ao desastre, será preciso reavaliar todas as ações previstas.
Pinheiro afirmou que as obras de Angra 3 estão apenas quatro meses atrasadas em relação ao cronograma e reiterou que a construção de outras centrais segue em avaliação pelo governo.
“O Brasil tem uma cesta energética muito boa e pode fazer tudo com muita cautela”, disse Pinheiro, que tomou posse hoje como conselheiro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.
Segundo ele, não há prazo para o fim da avaliação sobre a construçã
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O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, minimizou a influência do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, para o cronograma da companhia no Brasil, mas enfatizou que, devido ao desastre, será preciso reavaliar todas as ações previstas.
Pinheiro afirmou que as obras de Angra 3 estão apenas quatro meses atrasadas em relação ao cronograma e reiterou que a construção de outras centrais segue em avaliação pelo governo.
“O Brasil tem uma cesta energética muito boa e pode fazer tudo com muita cautela”, disse Pinheiro, que tomou posse hoje como conselheiro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.
Segundo ele, não há prazo para o fim da avaliação sobre a construção de outras centrais nucleares depois de Angra 3.
Sobre Fukushima, Pinheiro explicou que o projeto das usinas atingidas pelo tsunami em março contribuiu para o acidente.
“[A planta] É um pouco baixa em relação ao nível do mar. Das seis centrais, quatro tiveram problema e duas não. Essas duas estavam um pouco mais altas”, disse Pinheiro. “Isso mostra que foi um erro de projeto daquela central e não um problema da indústria nuclear”, acrescentou.
Pinheiro afirmou que os projetos no Brasil estão sendo reavaliados, mas ponderou que “nossas centrais estão mais altas do que aquelas que tiveram problemas no Japão”.
“Se tivesse o tsunami de lá, a gente resistiria”, garantiu, acrescentando que “as consequências de Fukushima são impensavelmente menores do que se imaginava”.
Pinheiro ponderou que mesmo a Alemanha já está repensando a decisão de diminuir radicalmente a energia nuclear.
“A lógica da engenharia e a lógica de energia sempre prevalecem sobre guinadas políticas rápidas”, disse.
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