Assessoria de Imprensa
24/09/2026 00h01
O Brasil precisa investir R$ 223,3 bilhões em drenagem urbana até 2033 para alcançar a universalização do serviço, segundo estudo do Instituto Trata Brasil (ITB), elaborado com base em estimativas do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).
O montante equivale a uma necessidade média de R$ 22,3 bilhões por ano, mais que o dobro dos cerca de R$ 10 bilhões anuais investidos, em média, entre 2017 e 2023.
O tema ganhou destaque em entrevista com Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), publicada pelo Boletim do Saneamento.
O executivo abordou os principais obstáculos enfr
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O Brasil precisa investir R$ 223,3 bilhões em drenagem urbana até 2033 para alcançar a universalização do serviço, segundo estudo do Instituto Trata Brasil (ITB), elaborado com base em estimativas do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).
O montante equivale a uma necessidade média de R$ 22,3 bilhões por ano, mais que o dobro dos cerca de R$ 10 bilhões anuais investidos, em média, entre 2017 e 2023.
O tema ganhou destaque em entrevista com Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), publicada pelo Boletim do Saneamento.
O executivo abordou os principais obstáculos enfrentados pelas cidades brasileiras para cumprir as metas de universalização e chamou a atenção para a necessidade de tratar a drenagem urbana como uma política estruturante.
Na avaliação apresentada ao Boletim, o segmento permanece em posição secundária em relação aos demais componentes do saneamento, apesar dos impactos cada vez mais evidentes de alagamentos, enxurradas e outros eventos extremos sobre a população e a infraestrutura urbana.
Para Ricardo Lazzari Mendes, presidente da APECS Brasil, o cenário reforça a necessidade de tratar a drenagem como parte estratégica da infraestrutura urbana.
Segundo ele, o planejamento precisa considerar não apenas a expansão física dos sistemas, mas também a manutenção, a capacidade técnica dos municípios e a adaptação das estruturas diante de eventos climáticos cada vez mais severos.
“Drenagem urbana precisa deixar de ser tratada apenas como uma resposta emergencial aos períodos de chuva e passar a integrar uma estratégia permanente de planejamento e resiliência”, comenta o especialista.
“Isso envolve recursos para obras, mas também capacidade técnica, manutenção dos sistemas, ordenamento territorial e soluções que considerem as características de cada município”, afirma.
Na avaliação da APECS, a incorporação da resiliência climática ao saneamento também exige uma mudança na forma como os projetos são planejados e financiados.
Além da ampliação de galerias, canais e estruturas convencionais, medidas como parques lineares, bacias de amortecimento, pavimentos permeáveis e jardins de chuva podem contribuir para retenção e infiltração da água.
A combinação entre infraestrutura convencional e soluções baseadas na natureza pode reduzir a pressão sobre os sistemas de drenagem e ampliar a capacidade de resposta das cidades.
Outro ponto destacado é a necessidade de fortalecer a capacidade técnica dos municípios, especialmente os de menor porte, que muitas vezes enfrentam limitações para estruturar projetos, acompanhar indicadores, fiscalizar contratos e planejar investimentos de longo prazo.
“A universalização do saneamento não pode ser dissociada da capacidade das cidades de manter seus serviços funcionando diante de secas, chuvas intensas e outros eventos extremos”, ressalta Mendes.
“Para isso, precisamos combinar planejamento, investimentos, qualificação técnica e integração entre saneamento, recursos hídricos, defesa civil e desenvolvimento urbano”, conclui.
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