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Deputados bolivianos adiam construção de rodovia financiada pelo BNDES

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13/10/2011 12h02 | Atualizada em 13/10/2011 15h03


A Câmara dos Deputados da Bolívia concordou nesta terça-feira em adiar os planos para construir uma rodovia que atravessa um parque nacional natural após meses de protestos dos povos indígenas.

Os deputados aprovaram uma decisão do presidente Evo Morales de suspender a obra para submeter o projeto à consulta da população local. Essa medida foi tomada pelo presidente na sequência da forte reprovação da população à violenta repressão da polícia contra a marcha dos indígenas da região amazônica na última semana de setembro. A crise política aberta pelo incidente levou Morales a  fazer um pedido público de desculpas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hector Arce, disse que a suspensão do projeto em resposta às demandas do

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A Câmara dos Deputados da Bolívia concordou nesta terça-feira em adiar os planos para construir uma rodovia que atravessa um parque nacional natural após meses de protestos dos povos indígenas.

Os deputados aprovaram uma decisão do presidente Evo Morales de suspender a obra para submeter o projeto à consulta da população local. Essa medida foi tomada pelo presidente na sequência da forte reprovação da população à violenta repressão da polícia contra a marcha dos indígenas da região amazônica na última semana de setembro. A crise política aberta pelo incidente levou Morales a  fazer um pedido público de desculpas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hector Arce, disse que a suspensão do projeto em resposta às demandas dos índios abriria o caminho para um “diálogo informado” com as comunidades afetadas.

Mas os indígenas ignoraram a votação no Congresso, assim como eles rejeitaram a proposta anunciada por Morales. Eles exigem que o projeto da rodovia seja cancelado, não apenas adiado.

A rodovia, cuja obra é executada pela brasileira OAS e conta com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vai atravessar o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis), que abriga cerca de 50 mil índios de três diferentes grupos. Os índios da amazônia boliviana representam uma minoria no país, cuja maior parte da população pertence às etnias aymará e quechua, dos povos do altiplano andino.

Os índios das áreas baixas da região amazônica temem que a construção da estrada facilite a invasão e a tomada de suas terras por fazendeiros sem terra do altiplano.

MARCHA CHEGARÁ A LA PAZ NA PRÓXIMA SEMANA

Em meados de agosto, a partir da cidade de Trinidade – norte da Bolívia –, os indígenas do parque iniciaram uma marcha em protesto contra a construção da rodovia. Eles agora estão cerca de 80 km da capital La Paz. Quando eles alcançarem o seu destino, os manifestantes terão percorrido cerca de 600 km.

“Devemos chegar na próxima semana, terça ou quarta-feira”, disse o líder da marcha Miguel Charupa. “Não estamos com pressão de chegar a La Paz”, acrescentou. Ele disse que cerca de 2 mil pessoas participam da marcha.

Ao redor de mil apoiadores do governo são esperados na capital na quarta-feira para fazer um protesto contra a marcha dos índios da região amazônica.

 

 

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