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Valor Online
30/08/2011 13h21
A competição com investidores estrangeiros no setor elétrico brasileiro tende a se acirrar cada vez mais em função da crise que afeta Estados Unidos e Europa, na opinião do presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr.
Ele diz que é raro hoje no mundo ter países como o Brasil em que existem grandes investimentos a serem feitos com tamanha segurança jurídica e regulatória. “É natural que esses investidores olhem o Brasil de forma diferente e que com isso tenhamos mais competição”. A empresa perdeu o leilão de energia eólica na semana passada, que teve forte concorrência dos grupos estrangeiros.
O presidente da CPFL acredita que a crise será longa e que o Brasil não está totalmente blindado, mas, está mais preparado
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A competição com investidores estrangeiros no setor elétrico brasileiro tende a se acirrar cada vez mais em função da crise que afeta Estados Unidos e Europa, na opinião do presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr.
Ele diz que é raro hoje no mundo ter países como o Brasil em que existem grandes investimentos a serem feitos com tamanha segurança jurídica e regulatória. “É natural que esses investidores olhem o Brasil de forma diferente e que com isso tenhamos mais competição”. A empresa perdeu o leilão de energia eólica na semana passada, que teve forte concorrência dos grupos estrangeiros.
O presidente da CPFL acredita que a crise será longa e que o Brasil não está totalmente blindado, mas, está mais preparado para enfrentar revezes. “Temos hoje um desemprego de 6% e na Europa é acima de 10% e em outros países chega a 20%, então claro que estamos mais preparados e temos uma economia interna forte”, diz Ferreira. Em agosto, a indústria consumidora da área de concessão da CPFL, que abriga parte dos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, já mostra sinais de desaceleração. Enquanto a média de crescimento desse segmento chegava a 3% maior do que no ano passado, em agosto foi apenas 2% maior que o mesmo mês do ano passado. De qualquer forma, o consumidor residencial e comercial continua puxando o consumo pela situação de pleno emprego, crédito e salários mais altos.
A expectativa é de que o juro básico da economia seja cortado na próxima reunião do Comitê de Política Monetária em função inclusive dos anúncios feitos hoje pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. Wilson Ferreira diz que a crise deve servir de alerta para que o Brasil faça seu dever de casa e assuma que problemas de previdência, por exemplo, é um problema mundial e não só brasileiro. “Não podemos ignorar que temos que nos preparar para enfrentar esse problema “, disse Ferreira.
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