Assessoria de Imprensa
24/09/2026 00h01
Um diagnóstico realizado pela Via Raposo, responsável por 285 km de rodovias no sudoeste paulista, analisou quatro décadas de dados climáticos e projetou possíveis impactos das mudanças climáticas sobre a estrada e seu entorno até 2100.
O estudo analisou 285 km administrados pela Via Raposo, distribuídos por sete rodovias e 13 municípios do sudoeste paulista.
Para a caracterização climática, também foi considerado um corredor de 20 km no entorno das rodovias, abrangendo 41 municípios.
O estudo considera o comportamento do clima desde 1985, incorpora dados de 2026 e trabalha com diferentes cenários
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Um diagnóstico realizado pela Via Raposo, responsável por 285 km de rodovias no sudoeste paulista, analisou quatro décadas de dados climáticos e projetou possíveis impactos das mudanças climáticas sobre a estrada e seu entorno até 2100.
O estudo analisou 285 km administrados pela Via Raposo, distribuídos por sete rodovias e 13 municípios do sudoeste paulista.
Para a caracterização climática, também foi considerado um corredor de 20 km no entorno das rodovias, abrangendo 41 municípios.
O estudo considera o comportamento do clima desde 1985, incorpora dados de 2026 e trabalha com diferentes cenários climáticos para as próximas décadas.
A análise reúne informações sobre temperatura, precipitação, déficit hídrico, focos de calor, registros históricos de desastres e características do solo relacionadas a erosões, inundações e escorregamentos.
Um dos resultados mais expressivos aparece nas projeções de temperatura.
No cenário de emissões elevadas, a temperatura máxima anual projetada passa de 37,5°C no período entre 2016 e 2040 para 42,6°C entre 2071 e 2100.
O estudo também aponta aumento da frequência de dias quentes e da duração das ondas de calor.
A mudança, porém, não está apenas no termômetro.
O diagnóstico indica que o risco para a infraestrutura pode estar relacionado principalmente à concentração das chuvas em episódios mais intensos, e não necessariamente ao aumento do volume total de precipitação.
No cenário mais severo analisado, a precipitação acumulada nos dias muito úmidos pode crescer 34%, enquanto a chuva máxima em um único dia pode aumentar 21%.
Para uma rodovia, mudanças desse tipo podem representar maior pressão sobre sistemas de drenagem e áreas suscetíveis à erosão.
Os incêndios aparecem como outro ponto importante na relação entre clima e infraestrutura.
O diagnóstico identificou 60,3 km de rodovia em áreas classificadas com densidade alta ou muito alta de focos de incêndio e apontou oito trechos prioritários para ações de prevenção em três municípios.
Entre fevereiro e julho de 2026, foram registradas 32 ocorrências de incêndio nas rodovias administradas pela Via Raposo.
A análise histórica mostra ainda uma relação entre períodos secos e a ocorrência de fogo: no corredor estudado, os incêndios estiveram associados, em média, a apenas 9,2 mm de chuva acumulada nos sete dias anteriores e a uma elevada evapotranspiração potencial.
Para Emídio Moraes, coordenador de Meio Ambiente da Via Raposo, a importância do diagnóstico está em transformar dados climáticos em planejamento.
“Conhecer o comportamento climático da região e identificar os pontos mais suscetíveis é fundamental para que a gestão da rodovia seja cada vez mais preventiva”, diz ele.
“O diagnóstico nos permite olhar para o sistema viário não apenas diante das condições atuais, mas também considerando os cenários futuros, contribuindo para o planejamento e para o aumento da resiliência da infraestrutura”, avalia.
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