Logística
DCI
02/09/2011 14h51
Eles vêm para levantar informações visando a construir uma nova ferrovia entre Cuiabá e Santarém, no Pará. A obra, uma continuação da Ferronorte, tem valor estimado em R$ 10 bilhões. A ideia é melhorar o escoamento da soja e outros itens agrícolas de cidades como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, no norte mato-grossense. Hoje este trajeto é feito pela Rodovia BR-163, que passa por estas cidades. Depois de Santarém, a produção parte de navio direto para a China. - Outra intenção dos chineses é usar a ferrovia como um meio mais barato para trazer importados aos mercados do centro-sul do Brasil. Fazem parte da comitiva chinesa funcionários da agência de promoção de exportações e investimentos do país, a Asian Trade & Investments
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Eles vêm para levantar informações visando a construir uma nova ferrovia entre Cuiabá e Santarém, no Pará. A obra, uma continuação da Ferronorte, tem valor estimado em R$ 10 bilhões. A ideia é melhorar o escoamento da soja e outros itens agrícolas de cidades como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, no norte mato-grossense. Hoje este trajeto é feito pela Rodovia BR-163, que passa por estas cidades. Depois de Santarém, a produção parte de navio direto para a China. - Outra intenção dos chineses é usar a ferrovia como um meio mais barato para trazer importados aos mercados do centro-sul do Brasil. Fazem parte da comitiva chinesa funcionários da agência de promoção de exportações e investimentos do país, a Asian Trade & Investments (ATI).
PPP
O secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes do Mato Grosso, Francisco Vuolo, informa que a obra terá uma extensão de quase 2 mil quilômetros. Trata-se, segundo ele, de um trecho que estava concedido à América Latina Logística (ALL) até o ano passado. A concessão foi devolvida ao governo federal por falta de interesse da empresa. Por este motivo, já existem estudos preliminares para a instalação do empreendimento.
De acordo com o secretário, a CMC poderá vir a construir esse ramal em forma de Parceria Público-Privada (PPP) ou algum outro tipo de concessão. A estatal chinesa, que já assinou protocolo de intenções para fazer a obra, possui mais de 90 mil quilômetros de ferrovias instalados na China e em outros países.
Vuolo explicou que, inicialmente, os chineses tendem a erguer a ferrovia nas margens da BR-163 porque a construção ali ofereceria maior facilidade de concessão das licenças ambientais necessárias.
PAC
O projeto da ferrovia não está no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e, a princípio, poderia ser um empreendimento totalmente privado. No entanto, acredita-se que os chineses vão pedir apoio financeiro do governo brasileiro para instalar o ramal, como no caso da nova fábrica da Foxconn em São Paulo. Em paralelo ao reconhecimento de campo dos chineses, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve realizar estudos de viabilidade técnica e de impacto ambiental do trecho para o desenvolvimento do modelo de concessão e processo licitatório. De acordo com Vuolo, o estudo começa até 20 de setembro, em uma parceria de técnicos das Universidades Federais do Mato Grosso e de Santa Catarina. Espera-se ainda que a via férrea criada pelos chineses possa se conectar à Ferrovia de Integração Centro-Oeste, e que o ramal da Ferronorte ainda concedido, que vai de Rondonópolis (MT) a Cuiabá, seja concluído. Essas linhas se conectam à Ferrovia Norte-Sul, que em breve chegará aos portos mais importantes do Brasil.
09 de janeiro 2020
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