Energia
folha.com
08/11/2011 11h22
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira (7) ter "fé" no acordo entre a estatal venezuelana PDVSA e a Petrobras para a construção da refinaria Abreu e Lima (PE), um projeto de R$ 26 bilhões que ele classificou de "ovelha negra" das relações bilaterais em setembro.
Chávez informou ter discutido o tema com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, a quem recebeu no palácio presidencial nesta segunda-feira. Ele disse que a PDVSA solucionará "os problemas que restam" para selar o pacto até 30 de novembro, prazo exigido pela Petrobras para que a estatal venezuelana assuma 40% da refinaria.
O presidente venezuelano improvisou uma versão da canção "Yo tengo fé", do cantor argentino Palito Ortega, para fa
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira (7) ter "fé" no acordo entre a estatal venezuelana PDVSA e a Petrobras para a construção da refinaria Abreu e Lima (PE), um projeto de R$ 26 bilhões que ele classificou de "ovelha negra" das relações bilaterais em setembro.
Chávez informou ter discutido o tema com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, a quem recebeu no palácio presidencial nesta segunda-feira. Ele disse que a PDVSA solucionará "os problemas que restam" para selar o pacto até 30 de novembro, prazo exigido pela Petrobras para que a estatal venezuelana assuma 40% da refinaria.
O presidente venezuelano improvisou uma versão da canção "Yo tengo fé", do cantor argentino Palito Ortega, para falar do projeto, acordado em 2005 e que vem atravessando acidentada negociação: "Eu tenho fé que tudo mudará/ eu tenho fé na refinaria de Pernambuco".
No mês passado, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou parcialmente as garantias bancárias apresentadas pela PDVSA para assumir 40% do financiamento de R$ 10 bilhões contraído pela Petrobras em 2009 para começar as obras.
Segundo informou a companhia brasileira, a aprovação final do BNDES está "condicionada à apresentação de outros instrumentos". A empresa não detalhou que instrumentos são esses nem Chávez citou os problemas seguiam obstruindo o acordo. Além do financiamento, a estatal venezuelana terá de injetar dinheiro próprio no negócio.
A sociedade na refinaria foi celebrada em 2005, antes da descoberta do pré-sal brasileiro, em 2006. Na época, os presidentes Lula e Chávez fecharam o acordo prevendo o uso de petróleo venezuelano.
A Petrobras acabou tocando sozinha o projeto, com início de operações previsto para 2012, e a refinaria hoje está preparada para processar o petróleo brasileiro, e não o da Faixa do Orinoco, na Venezuela, conforme previsto originalmente. Para receber o petróleo mais pesado do país vizinho, seria necessário investir mais US$ 400 milhões (cerca de R$ 688 milhões).
Chávez afirmou que a PDVSA não tem intenção de construir uma refinaria em solo brasileiro, sem participação da Petrobras.
O mandatário venezuelano e Patriota discutiram a agenda da reunião biletaral que ele terá com a presidente Dilma Rousseff, provavelmente antes da Cúpula da América Latina e Caribe (Calc) prevista para 2 e 3 de dezembro na Venezuela.
Cooperação técnica em habitação e convênios para a instalação de fabricantes de insumos de construção civil serão temas dominantes.
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