Mercado
Jornal da Energia
16/05/2012 10h25 | Atualizada em 16/05/2012 14h06
A CCX, nova empresa do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, deve dar início a negociações de ações na BM&FBovespa em 25 de maio. A previsão é do presidente da companhia, Leonardo Moretzsohn, que participou de teleconferência com jornalistas nesta terça-feira (15/5). Segundo ele, a proposta de criação da nova empresa, por meio da cisão da MPX Energia, será levada a votação em Assembleia Geral de Acionistas da MPX no dia 24.
"Concluída essa etapa, iniciaremos o pregão com negociação de CCX", apontou Moretzsohn, que lembrou que cada acionista da MPX receberá um papel da nova empresa. Além disso, a companhia nascerá capitalizada, com US$450 milhões em caixa.
...

A CCX, nova empresa do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, deve dar início a negociações de ações na BM&FBovespa em 25 de maio. A previsão é do presidente da companhia, Leonardo Moretzsohn, que participou de teleconferência com jornalistas nesta terça-feira (15/5). Segundo ele, a proposta de criação da nova empresa, por meio da cisão da MPX Energia, será levada a votação em Assembleia Geral de Acionistas da MPX no dia 24.
"Concluída essa etapa, iniciaremos o pregão com negociação de CCX", apontou Moretzsohn, que lembrou que cada acionista da MPX receberá um papel da nova empresa. Além disso, a companhia nascerá capitalizada, com US$450 milhões em caixa.
A CCX concentra os ativos de mineração na Colômbia do grupo de Eike Batista, que antes estavam nas mãos da MPX. O presidente da empresa afirma que vê "um mercado bastante favorável" para o carvão a ser explorado, que é "de alta qualidade" e baixo teor de cinzas.
"Já nascemos com o compromisso de atender a necessidade de carvão da joint venture de MPX e E.On, o que já assegura a colocação de cerca de um terço de nosso volume de produção", revelou o executivo. A MPX e a alemã E.On pretendem instalar juntos cerca de 20GW. Para chegar até lá, as parceiras contam com um portfolio de 11GW em projetos, principalmente de termelétricas.
Segundo Eduardo Karrer, presidente da MPX, a companhia vai assinar contrato com a CCX para o suprimento das plantas que já estão entrando em operação - caso das térmicas Itaqui, Pecém e Pecém II. Esses projetos consumirão, "no máximo", 3 milhões de toneladas ao ano.
Outros 10 mmtpa devem ser destinados, no futuro, a uma megatérmica no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, com 2,1GW, e à UTE Castilla, que a MPX prevê construir no Chile, com 2,2GW. Segundo Karrer, o projeto de Castilla, que enfrenta uma ação na Justiça, deve ter seu recurso analisado pelo Judiciário "nas próximas semanas".
O início da produção de carvão na Colômbia é esperado para 2017. Até lá, serão construídos um porto e uma ferrovia para escoar as reservas. A CCX prevê investir US$4 bilhões até essa data e mais US$1,5 bilhão até 2022, totalizando US$5,5 bilhões.
A MPX anunciou nesta segunda-feira (15/5) "a certificação de 5,2 bilhões de toneladas de carvão mineral de alta qualidade na mina subterrânea de San Juan, localizada na região de La Guarija, na Colômbia". A companhia afirma que o volume de reservas atinge, aproximadamente, 672 milhões de toneladas, garantindo uma produção média superior a 25 milhões de toneladas anuais por 20 anos, podendo exceder 28 milhões de toneladas no auge da produção.
27 de agosto 2020
02 de julho 2020
Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP
Telefone (11) 3662-4159
© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade