Gazeta do Povo
03/11/2026 15h34 | Atualizada em 04/11/2026 13h58
O Brasil utiliza apenas 20,4 mil quilômetros de rios para transporte de cargas e passageiros, o que equivale a menos da metade dos 41,7 mil quilômetros projetados no Plano Nacional de Viação (PNV) do governo federal.
É o que aponta o “Estudo sobre regulação e governança da navegação interior brasileira”, organizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
O documento que analisa o subaproveitamento da malha hídrica nacional sustenta que o Brasil “não possui hidrovias, mas sim rios navegáveis” e por isso desperdiça a exploração dos recursos hídricos como vetor
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O Brasil utiliza apenas 20,4 mil quilômetros de rios para transporte de cargas e passageiros, o que equivale a menos da metade dos 41,7 mil quilômetros projetados no Plano Nacional de Viação (PNV) do governo federal.
É o que aponta o “Estudo sobre regulação e governança da navegação interior brasileira”, organizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
O documento que analisa o subaproveitamento da malha hídrica nacional sustenta que o Brasil “não possui hidrovias, mas sim rios navegáveis” e por isso desperdiça a exploração dos recursos hídricos como vetor econômico, ao contrário do que Estados Unidos, Europa e China já fazem.
“O país tem um potencial hidroviário expressivo, mas aproveitar essa capacidade exige planejamento, infraestrutura adequada e segurança regulatória”, falou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa.
De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a navegação em rios movimentou 91,3 milhões de toneladas de cargas em 2025. Apesar de representar um crescimento de 19,7% em relação ao ano anterior, o estudo da CNT aponta que o país está longe de usar o potencial das hidrovias.
“Ainda que o transporte hidroviário de cargas tenha apresentado crescimento nos últimos anos, sua participação na matriz nacional permanece modesta em face do potencial existente”, ressalta o documento.
De toda a carga transportada por rios, a maioria se concentra nas bacias Amazônica, Tocantins-Araguaia e Paraguai, com destaque para o escoamento de soja, milho, minério de ferro, petróleo e derivados, celulose, e veículos automotores.
04 de novembro 2026
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