Energia
DCI
12/04/2010 14h48 | Atualizada em 12/04/2010 17h51
Líderes de 47 países, entre eles Brasil, China e Índia, encontram-se a partir de hoje em Washington para a reunião de cúpula de Segurança Nuclear convocada pelo presidente norte-americano, Barack Obama. O pano de fundo do encontro é a nova estratégia nuclear dos Estados Unidos, o acordo de redução de armas entre norte-americanos e russos e o anúncio do Irã da construção de centrífugas de terceira geração no país.
O objetivo da reunião de cúpula, segundo a própria Casa Branca, é conseguir medidas e compromissos concretos para garantir a segurança de todos os materiais nucleares num prazo de quatro anos, de modo a evitar que caiam em mãos de grupos terroristas ou regimes hostis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os o
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Líderes de 47 países, entre eles Brasil, China e Índia, encontram-se a partir de hoje em Washington para a reunião de cúpula de Segurança Nuclear convocada pelo presidente norte-americano, Barack Obama. O pano de fundo do encontro é a nova estratégia nuclear dos Estados Unidos, o acordo de redução de armas entre norte-americanos e russos e o anúncio do Irã da construção de centrífugas de terceira geração no país.
O objetivo da reunião de cúpula, segundo a própria Casa Branca, é conseguir medidas e compromissos concretos para garantir a segurança de todos os materiais nucleares num prazo de quatro anos, de modo a evitar que caiam em mãos de grupos terroristas ou regimes hostis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os outros líderes chegaram ontem na capital norte-americana. Lula deve defender o direito ao uso pacífico da energia atômica. Também deve ser questionado sobre o apoio à política nuclear iraniana. Segundo o porta-voz de Lula, Marcelo Baumbach, Lula não deve pôr sobre a mesa a polêmica sobre o programa nuclear desenvolvido pelo Irã, mas, se o assunto for focalizado, reiterará sua opinião de que o governo iraniano tem o mesmo direito que o brasileiro de utilizar a energia nuclear com fins pacíficos.
"O Brasil tenta exercer uma influência moderada para que o Irã se sente à mesa de negociações, e mantém um discurso a favor da conciliação de interesses", declarou.
Segundo Baumbach, o presidente brasileiro considera que a questão nuclear é uma preocupação relevante, mas não se pode interferir no uso da energia nuclear para fins pacíficos.
Detalhes do encontro
Hoje, a maior parte do dia será dedicada a reuniões bilaterais, e amanhã haverá duas sessões plenárias que terminarão com uma entrevista coletiva e uma declaração final. Em sua agenda oficial, a reunião de cúpula não deve se concentrar em nações em especial, mas os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã certamente ganharão espaço nos debates. Nenhum dos dois países está convidado à reunião em Washington.
Obama aproveitará a reunião de cúpula para obter apoio a um conjunto de nove sanções contra o programa nuclear iraniano, que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China) e a Alemanha discutem desde quinta-feira na sede da ONU (NY).
O presidente americano deve reunir-se hoje com Hu Jintao, presidente da China, para pressioná-lo a apoiar as sanções.
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