Mineração
REUTERS
25/11/2011 14h57 | Atualizada em 25/11/2011 18h03
A demanda mundial por minério de ferro continuará aquecida pelo menos pelas próximas duas décadas, com um crescimento da ordem de 39 por cento até 2020, projeta amineradora Anglo American.
"Nossos estudos indicam que o consumo vai cair somente após 2030", afirmou na noite de quarta-feira o diretor comercial da Unidade de Minério de Ferro da empresa no Brasil, Paulo Castellari. O executivo estima um aumento anual de 3,4 por cento da demanda mundial de minério nesta década.
O desafio da indústria da mineração "será encontrar fontes de minério de ferro para atender a este mercado", disse o executivo, durante apresentação do projeto Minas-Rio a jornalistas.
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A demanda mundial por minério de ferro continuará aquecida pelo menos pelas próximas duas décadas, com um crescimento da ordem de 39 por cento até 2020, projeta amineradora Anglo American.
"Nossos estudos indicam que o consumo vai cair somente após 2030", afirmou na noite de quarta-feira o diretor comercial da Unidade de Minério de Ferro da empresa no Brasil, Paulo Castellari. O executivo estima um aumento anual de 3,4 por cento da demanda mundial de minério nesta década.
O desafio da indústria da mineração "será encontrar fontes de minério de ferro para atender a este mercado", disse o executivo, durante apresentação do projeto Minas-Rio a jornalistas.
Maior projeto da Anglo American no Brasil, o projeto Minas-Rio deverá ser ampliado no futuro, de acordo com o presidente da mesma unidade de negócio, Stephan Weber.
O projeto foi concebido para uma capacidade de produção de 26,5 milhões de toneladas por ano, com início de operação previsto para o segundo semestre de 2013. O volume equivale a cerca de 30 por cento do total de minério de ferro produzido pela empresa no mundo.
"Continuamos avaliando a expansão, estamos furando", disse Weber, referindo-se aos trabalhos geológicos que deverão respaldar estimativas que apontam para um potencial de produção de 80 milhões de toneladas ao ano.
Os executivos afirmaram que está progredindo a construção da planta e do mineroduto que transportará o insumo de Minas Gerais para o litoral do Rio de Janeiro.
Segundo Weber, as licenças para erguer o gigantesco mineroduto de 525 quilômetros estão em dia. Estão prontos 187 quilômetros e daqui para frente as obras devem seguir ritmo mais rápido, porque o trabalho mais difícil, segundo ele, já passou.
A empresa conseguiu negociar com mais de 90 por cento dos proprietários de terras por onde passará o mineroduto. O duto atravessa 32 municípios mineiros e fluminenses, da mina ao Porto do Açu, onde os embarques de minério serão realizados.
"Em alguns casos extremos, como de famílias que possuem entes queridos enterrados por onde passaria o mineroduto, tivemos de desviar", afirmou.
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