12 de dezembro de 2019
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RESULTADOS

PIB da construção deve crescer até 2% este ano

Com o resultado do ano, o PIB da construção em 2019 interromperá a série de 5 anos de queda
Fonte: Assessoria de Imprensa

O PIB (Produto Interno Bruto) da construção brasileira deverá fechar o ano de 2019 com um crescimento de 2%, na comparação com 2018.

Em 2020, a construção deverá crescer 3%. As novas projeções foram apresentadas em 5 de dezembro pela coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, em entrevista coletiva à imprensa dada pelo presidente do SindusCon-SP, Odair Senra, e pelo vice-presidente de Economia da entidade, Eduardo Zaidan.

Com o resultado do ano, o PIB da construção em 2019 interromperá a série de 5 anos de queda.

De acordo com a projeção, o crescimento do setor neste ano deve ser impulsionado principalmente pelo segmento de autoconstrução e reformas (+3%), serviços especializados (+2,5%) e infraestrutura (+1%).

O setor de edificações não deverá apresentar variação na comparação com 2018, uma vez que o crescimento das vendas no mercado imobiliário somente começou a se traduzir nos indicadores de atividade nos últimos meses do ano

“De qualquer forma, a percepção é de que a crise do setor ficou para trás”, analisou Odair Senra. “E as perspectivas são de um crescimento mais expressivo das edificações residenciais...


O PIB (Produto Interno Bruto) da construção brasileira deverá fechar o ano de 2019 com um crescimento de 2%, na comparação com 2018.

Em 2020, a construção deverá crescer 3%. As novas projeções foram apresentadas em 5 de dezembro pela coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, em entrevista coletiva à imprensa dada pelo presidente do SindusCon-SP, Odair Senra, e pelo vice-presidente de Economia da entidade, Eduardo Zaidan.

Com o resultado do ano, o PIB da construção em 2019 interromperá a série de 5 anos de queda.

De acordo com a projeção, o crescimento do setor neste ano deve ser impulsionado principalmente pelo segmento de autoconstrução e reformas (+3%), serviços especializados (+2,5%) e infraestrutura (+1%).

O setor de edificações não deverá apresentar variação na comparação com 2018, uma vez que o crescimento das vendas no mercado imobiliário somente começou a se traduzir nos indicadores de atividade nos últimos meses do ano

“De qualquer forma, a percepção é de que a crise do setor ficou para trás”, analisou Odair Senra. “E as perspectivas são de um crescimento mais expressivo das edificações residenciais e dos demais segmentos do setor em 2020”, completou.

Para 2020, a projeção indica que o segmento de autoconstrução e reformas seguirá liderando a recuperação.

O setor de edificações residenciais aumentará o ritmo de crescimento, impulsionando o segmento de serviços especializados, enquanto as obras de infraestrutura devem seguir mantendo um ritmo lento de recuperação.

De acordo com Eduardo Zaidan, porém, a indefinição em relação à continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida preocupa.

“O programa se mostrou eficaz na diminuição do déficit habitacional, e na crise acabou sendo responsável pela construção da maioria dos empreendimentos imobiliários, gerando habitação e emprego”, lembrou.

Emprego
O nível de emprego na construção civil brasileira registrou variação positiva de 0,34% em outubro na comparação com o mês anterior. Foram abertos 8.076 postos de trabalho no período.

No acumulado dos dez primeiros meses de 2019, a variação é de +6,08%, equivalente a 138.190 postos de trabalho.

Na comparação dos dez primeiros meses de 2019 com o mesmo período do ano passado, a variação é de +1,59% (36.566 postos de trabalho). Ao final de outubro, o setor empregava 2.410.667 trabalhadores em todo o país.

Ao se dessazonalizar (tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que acontecem tipicamente em um mesmo período do ano) as informações, o emprego na construção civil brasileira teria registrado crescimento de 0,37% em outubro (+8.862 postos de trabalho).

Os dados são da pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) realizada em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal.