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27 de setembro de 2019
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Hidrodemolição: com a força da água

Relativamente recentes no país, sistemas de hidrojateamento mantêm estruturas metálicas intactas em obras de limpeza e demolição, mas ainda esbarram no alto custo de aquisição
Fonte: Redação

Na construção, bombear água com alta pressão é um método bastante comum de limpeza, preparação de superfícies e desobstrução de tubos e dutos. Bem menos conhecido é o uso de sistemas de hidrojateamento, que bombeiam jatos de água em pressões elevadas para demolição.
A técnica agrega a capacidade de remoção, de maneira seletiva e controlada, de concreto e outros materiais utilizados em obras de engenharia, mantendo intactas as respectivas estruturas metálicas e propiciando assim sua posterior recuperação. Conhecida como ‘hidrodemolição’, essa técnica ainda não é muito empregada no Brasil, onde começou a chegar apenas nos anos 1980, mas pode vir a constituir uma ferramenta valiosa no indispensável processo de recuperação da infraestrutura do país, graças a essa característica de manter incólumes as estruturas.

Por meio do hidrojateamento, diferentes níveis de pressão (confira tabela abaixo) são utilizados para remover os materiais construtivos, o que pode implicar volumes significativos de água. Via de regra, todavia, quanto maior a pressão, menor a necessidade desse insumo. “Atualmente, as bombas com pressões de 750 a 1.400 bar e vazão entre 88 a 180 l/min são os equipamentos mais utilizados em hidrodemolição”, posiciona Christian Willi, gerente comercial da Lemasa, fabricante de bombas com pressões entre 100 e 2,8 mil bar e de acessórios para o uso desses equipamentos em diversas aplicações.

DIFERENCIAL

Bombeada em pressões elevadas, a água penetra na estrutura e expulsa o material para o exterior

Em uma operação de hidrodemolição, explica Willi, a água é bombeada em pressões suficientemente elevadas para penetrar na estrutura, saturando seus capilares e expulsando para o exterior o material ali existente, efetuando assim sua remoção. Desse processo resulta uma superfície livre das microfissuras que costumam advir de outros métodos – como o uso de rompedores, por exemplo –, pronta para ser recuperada ou receber tratamento técnico. “Além de preservar a composição capilar da estrutura, a hidrodemolição mantém intactas as barras metálicas estruturais, como a armadura de uma estrutura de concreto ou a ‘colmeia’ de um forno refratário”, explica.