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17 de janeiro de 2019
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Topografia

Mapeamento top

Drones agilizam etapas e reduzem o custo das operações de mapeamento, mas trabalho requer cuidados preventivos e ainda carece de alguma complementação em campo
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Atualmente, muito se fala do uso das novas tecnologias na construção. Mas a verdade é que esse movimento começou há tempos e, neste exato momento, já está em processo acelerado nos canteiros de obras, sem que se dê conta disso. E uma das atividades em que a aplicação de novas tecnologias está mais avançada é o mapeamento topográfico. Nesse segmento, tanto as empresas fabricantes de produtos como as prestadoras de serviço de engenharia vêm absorvendo rapidamente a expertise no uso de drones, RPAs (Remotely Piloted Aircraft) e VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados).

No agronegócio, essa tecnologia vem evoluindo rapidamente no monitoramento das lavouras, identificação de pragas, falhas de plantio etc. Na engenharia, é mais empregada no planejamento de projetos, além da posterior documentação e acompanhamento da obra. Na mineração, por sua vez, tem uso cada vez maior para realização da topografia de minas e volumetria, enquanto no mercado de inspeção é utilizada para diminuir o risco de acidentes, como ocorre na inspeção de turbinas eólicas, por exemplo.

E esta evolução está ligada diretamente aos equipamentos instalados no drone, como sensores e câmeras. “O que garante a qualidade ao trabalho é o sensor e o fluxo de trabalho dos softwares utilizados, aliados à capacidade de voo do drone”, explica Fabio Munhoz de Souza, gerente da Leica Geosystems South America, desenvolvedora de tecnologias de monitoramento e topografia em campo.

Drones como este Aibot passaram a embarcar sensores com capacidade avançada de coleta de dados de alta qualidade

Atualmente, a empresa desenvolve desde estações totais com medição sem prisma e com funções de escaneamento (como é o caso da solução MS60), até sistemas GNSS que não necessitam mais de nivelamento do bastão para realizar a coleta das informações (como o GS18T), passando pelo sistema Leica Pegasus Two Ultimate – para mapeamento aéreo com drones Aibot.

ESCALA

Segundo Souza, a topografia é similar a um aerolevantamento, mas em escala menor. “Também requer um planejamento do voo, de acordo com a área de interesse, definição do tamanho do pixel (GSD) e planejamento dos pontos de controle, caso se queira atingir precisões abaixo de 5 cm”, diz. “Após o planejamento do voo, execução, coleta dos pontos de apoio e pontos de verificação, são gerados os produtos básicos, ou seja, ortofoto, nuvem de pontos, modelo digital de superfície e de elevação, volumetria e outros.”