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13 de dezembro de 2018
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Infraestrutura

Ônibus perde espaço para metrô, trem e aplicativos nos deslocamentos em SP

Fonte: Folhapress

O ônibus perdeu espaço na matriz de transporte da Grande São Paulo, enquanto os deslocamentos por metrô, trens e aplicativos foram os que mais ganharam força nos últimos dez anos.

Esse fenômeno foi mapeado pela pesquisa Origem Destino do Metrô, principal retrato da mobilidade na região metropolitana, feito a cada década e que norteia políticas públicas e privadas de transporte e urbanismo -como demandas de futuras linhas e empreendimentos imobiliários.

Maior estudo do tipo no país, fez entrevistas em 32 mil domicílios, compara os cenários de 2007 e 2017 e será divulgado nesta quarta-feira (12) pela companhia ligada ao Governo de São Paulo.

Na distribuição de viagens na Grande São Paulo, a participação dos ônibus recuou de 24%, em 2007, para 21%, em 2017. Em números absolutos, passou de 9 milhões de viagens para 8,6 milhões por dia.

Mesmo assim, os ônibus seguem como principal modo de transporte público na região -entre todos os transportes motorizados, perdem para os carros, que representam 27% dos deslocamentos.

No mesmo intervalo de tempo, as viagens de metrô cresceram de 6% do total da matriz de transporte, em 2007, para 8%, em 2017 -de 2,2 milhões viagens para 3,4 milhões/dia.

A maior participação do modelo metroviário é atribuída pelo Metrô ao aumento do sistema -ainda que a expansão da rede sobre trilhos tenha ficado muito aquém das promessas do governo paulista, nas gestões dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin.

Se em 2007 ela tinha 61 km, em 2017 passou a ter 90 km. A julgar pelas promessas desde então, a rede de metrô paulista já deveria ter 60 km a mais.

A ampliação das linhas levou a bancária Paula Carreti, 34, a desistir do ônibus e passar a intercalar seus deslocamentos entre carro e metrô -ao qual dá preferência. "Marco todos meus compromissos perto de metrô, faculdade, médico." Ao enumerar os trajetos que faz diariamente, ela se surpreende: "Entro pela linha verde, pego a amarela, a vermelha na hora do almoço, azul de manhã", enumera. "Nossa, eu pego todas!"

Esse fenômeno não é surpresa para Francisco Christovam, do SPUrbanuss (sindicato que representa as empresas de ônibus paulistanas).

"A queda do ônibus em alguns lugares é porque a expansão do metrô passa a atender os passageiros de maneira mais próxima", afirma ele, que aponta a criação da linha 4-amarela (liga a zona oeste ao centro de São Paulo) e a expansão da linha 5-lilás (na zona sul) como exemplos.