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10 de outubro de 2019
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INVESTIMENTOS

Títulos do Tesouro devem impulsionar infraestrutura

De acordo com relatório do banco Itaú, parte do dinheiro deve ser investido em empresas de saneamento básico, energia elétrica e construção civil
Fonte: Exame

O vencimento da dívida do governo brasileiro nos próximos anos tem potencial para impulsionar ainda mais os investimentos em ações, avalia a Itaú Corretora.

Nos cálculos da instituição, cerca de 2,9 trilhões de reais da dívida pública vencem nos próximos cinco anos. E parte dessa dívida é negociada diretamente com os investidores via Tesouro Direto.

Desse total, mais da metade – 1,6 trilhão de reais – é composta por papéis dos tipos NTN-B (corrigidos pela inflação), NTN-F (prefixados com juros semestrais) e LTN (prefixados com juros no vencimento).

Segundo especialistas, esses papéis dificilmente serão renovados nas mesmas taxas de quando foram emitidos. Isso significa que são passíveis de conversão em outros tipos de investimentos, como avalia o Itaú.

Segundo a corretora, 100 bilhões de reais em LTN venceram no dia 1º de outubro, um evento que poderia criar outra onda de aplicações em ações.

“Nunca houve um momento melhor para investir em ações em relação a títulos de renda fixa do que agora”, ressalta a corretora. “Superando a renda fixa desde 2017, o retorno em lucros oferecido pelas ações é o melhor de todos os tempos em relação aos rendimentos dos títulos.”

A tendência de taxas de juros ainda mais baixas pode ampliar essa dinâmica, avalia o Itaú, que acredita que os efeitos dos grandes vencimentos do Tesouro serão visíveis no mercado de ações.

A corretora dá o exemplo de maio, quando o vencimento de 88 bilhões de reais em NTN-B provocou um aumento da entrada de investimentos em fundos de ações.

Para o banco, o ambiente de troca de renda fixa por ações deve favorecer em especial os papéis de boas pagadoras de dividendos, empresas que apresentam grandes fluxos de caixa com um grande histórico de distribuição de lucros.

Os investidores acostumados a investimentos seguros e de alto rendimento vistos no passado no mercado de renda fixa brasileiro têm maior probabilidade de migrar inicialmente para ações menos voláteis, sendo que as empresas de dividendos se encaixam melhor nesse perfil.
“Sua alta geração de caixa e histórico positivo de dividendos provavelmente atrairão novos investidores”, diz o Itaú.