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30 de outubro de 2019
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Momento BW

Sustentabilidade: Potencial para crescer

Setor de remediação ambiental já movimenta 1,5 bilhão de reais e demonstra o avanço da conscientização sobre a necessidade de recuperação de áreas contaminadas no país
Fonte: Assessoria de Imprensa

Operações globais de remediação ambiental movimentam valores estimados em 1,5 bilhão de reais

Nos últimos anos, o crescimento do mercado de remediação ambiental no Brasil vem se tornando um ponto positivo em termos de preservação da natureza e da saúde pública. Isso porque retrata uma maior conscientização sobre a importância do gerenciamento de áreas contaminadas, por exemplo, a fim de recuperar esses locais e reduzir os riscos a níveis mais toleráveis. Anualmente, esse setor movimenta valores estimados em 1,5 bilhão de reais, por meio da atuação de empresas especializadas em consultoria técnica na área.

Segundo Ulysses Mourão, gestor executivo da Geoklock, o setor industrial é quem mais demanda atividades nesta área, por meio de investigação e remediação de passivos de áreas fabris em operação ou desativadas. Já o mercado de postos de combustíveis movimenta os serviços em outra escala, tanto em investimento como em técnica. “Nos próximos anos, o Real Estate também deve impulsionar nosso setor, estimulado por melhorias no cenário econômico”, avalia Mourão. “E, atualmente, as áreas denominadas Brownfields devem ser consideradas como importantes alternativas para o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, devido à escassez e alto custo de Greenfields em cidades como São Paulo.”

MERCADO

Apesar dessa evolução, o mercado brasileiro ainda tem muito potencial para se desenvolver. Um estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) mostra que em 2017 a receita global de remediação foi de cerca de 37 bilhões de dólares, com os Estados Unidos – precursores em relação à legislação neste setor – representando 34% desse total, seguidos pela Europa Ocidental (24%) e Japão (13%). A América Latina, por sua vez, contribuiu com apenas 3% desse montante. “Naturalmente, estes países estão mais adiantados em termos de tecnologias, porém no Brasil também temos muitos projetos em que usamos tecnologias trazidas de lá com sucesso”, avalia Marina Brito, gerente comercial da Servmar.