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10 de abril de 2019
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INFRAESTRUTURA

Sinduscon-SP pede apoio à bancada paulista em Brasília

Na carta enviada, o Sinduscon-SP cita que os atrasos de pagamentos pelo governo de obras da faixa 1 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, desde dezembro, chegam a R$ 400 milhões
Fonte: Valor Econômico

O Sindicato da Indústria de Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) enviou, na semana passada, uma carta aos deputados e senadores paulistas, demonstrando a preocupação do setor com atrasos de pagamentos pelo governo de obras da faixa 1 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Na carta, o Sinduscon-SP cita que os atrasos, constantes desde dezembro, chegam a R$ 400 milhões – 22% referentes a empreendimentos no Estado de São Paulo.

"A promessa do governo de que esta situação se regularizaria até o fim de março não se concretizou. As construtoras enfrentam atrasos de pagamentos superiores a 40 dias", diz a carta, assinada pelo presidente do Sinduscon-SP, Odair Senra, e pelo vice-presidente de habitação, Ronaldo Cury de Cápua.

A entidade ressalta que algumas empresas terão de paralisar obras e demitir trabalhadores e, no limite, finalizar as atividades.

O Sinduscon-SP solicita interlocução dos parlamentares junto aos ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional para assegurar a continuidade do programa, a erradicação do déficit habitacional e a geração de empregos.

A entidade cita que, em dez anos, o Minha Casa, Minha Vida gerou mais de um milhão de empregos. Hoje, o programa responde por 66% do mercado imobiliário.

No dia 2 de abril, em evento realizado pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o secretário nacional de habitação, Celso Toshito Matsuda, afirmou temer que possam faltar recursos para a continuidade de obras da faixa 1 do programa a partir de meados do ano, em função do contingenciamento recente de R$ 30 bilhões para os ministérios.

Até maio, há recursos do Tesouro Nacional para as contratações das obras em andamento da faixa 1, de acordo com o secretário, mas a partir daí pode faltar dinheiro. "O contingenciamento pode aumentar ou diminuir de acordo com a evolução da economia", diz.